Atualmente, no Brasil, há mais de 12 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. Em Sergipe, mais de 220 mil são diabéticos, e em todo o mundo, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes, são mais de 300 milhões. E esses números estão crescendo de forma desenfreada e silenciosa nos últimos anos. Em alguns casos, a demora no diagnóstico favorece o aparecimento de complicações diversas.

O diretor do Centro de Diabetes de Sergipe, Dr. Raimundo Sotero, médico especialista em Endocrinologia e Metabologia e também Coordenador Nacional do Dia Mundial do Diabetes afirma que diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.

A insulina, conforme Sotero, é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue e o corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que é obtida por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente e o nível de glicose no sangue fica alto – a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Conforme o especialista, a melhor maneira de evitar a doença é a dieta. A segunda maneira é a atividade física. “O diabetes mal controlado é uma das maiores causas de mortes no mundo. Mata quatro milhões de pessoa por ano, sendo que 50% delas poderiam ter a morte evitada. Nós temos, a cada dez segundos, duas pessoas ficando diabéticas. A cada oito segundos a diabetes mal controlada mata uma pessoa no mundo. As amputações por diabetes chegam a um milhão por ano. O diabetes mal controlado é o maior causador de cegueira e amputações dos membros inferiores. Pelo menos uma em cada 10 mortes entre adultos de 35 a 74 anos são em decorrência de diabetes mal controlada. As mulheres, na menopausa, têm maior probabilidade de ter diabetes. A prevenção é a melhor maneiro de combate o diabetes. Tem que ter qualidade de vida, caminhar todos os dias, evitar o abuso do álcool”, recomenda.

Tipos
São dois os tipos de diabetes. O tipo 1 é autoimune, quando pouca insulina é liberada para o corpo e a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse tipo se concentra entre 5% e 10% do total de pessoas com a doença, explica Sotero.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

Já o Tipo 2 é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue. Esse tipo é causado principalmente pela obesidade. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2, afirma o endocrinologista. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar.

Silenciosa
O especialista alerta ainda que metade das pessoas que têm diabetes não sabem que tem, por se tratar de uma doença silenciosa. “É uma doença totalmente silenciosa, não dá sintoma algum. Então, a pessoa precisa fazer exames para ter certeza se tem risco ou se tem diabetes”.

Prevenção
Só um simples exame de sangue pode revelar se você tem diabetes. Caso a alteração seja considerável, será necessária a realização de outros exames, mais aprofundados. Para ter certeza do resultado e assim começar o tratamento, o médico deve solicitar o teste oral de tolerância à glicose, mais conhecido como Curva Glicêmica.

Mulheres
Segundo Sotero, cerca de 8% das mulheres – ou 205 milhões – vivem com diabetes em todo o mundo. A doença afeta a mulher em vários aspectos, o principal deles é o gestacional. Além disso, as mulheres passam pela menopausa, que é um momento em que a doença precisa ter um controle diferenciado.

Dia mundial
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Diabetes prepararam, no último dia 14 de novembro, uma série de atividades em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, como shows e atividades educativas em diversas cidades.

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela Federação Internacional do Diabetes em conjunto com a OMS, em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnóstico no mundo. A data tornou-se oficial pelas Nações Unidas a partir de 2006. O dia 14 de novembro foi escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921.

Fonte: AJN

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