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Relatório à CPI mostra que Bolsonaro conspirou contra a Saúde, diz Reale Jr

parecer entregue na terça-feira (14) por uma comissão de juristas à CPI da Pandemia mostra que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conspirou contra a Saúde e, portanto, cometeu crime de responsabilidade, afirmou à CNN Miguel Reale Júnior, que coordenou os trabalhos do grupo.

“O que impressiona, fundamentalmente, é o conjunto da obra. Percebendo-se qual foi a ideia central, a matriz que gerou o comportamento, vemos que foi a ideia da imunização de rebanho”, disse o jurista e ex-ministro da Justiça – que foi um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“O presidente Bolsonaro, reiteradamente, ao longo de todo o ano de 2020 e até meados deste ano, insistiu no sentido de 60% a 70% da população seria contaminada, que só por via dessa contaminação coletiva se venceria o vírus”, disse Reale Júnior.

“Neste sentido, conspirou totalmente contra as medidas sugeridas pelo ex-ministro [da Saúde, Luiz Henrique] Mandetta reiteradamente (…) Esse conjunto de obra vai mostrar que existiu não uma negligência, mas um plano, um projeto de desconsideração da vida e da saúde.”

No parecer de 230 páginas – realizado a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e que deve ajudar a embasar o relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL) – os especialistas citam ainda outros possíveis crimes cometidos por Bolsonaro, como desrespeito às normas regulamentares, crime de charlatanismo, de incitamento ao crime e de prevaricação.

“Pode haver um crime de responsabilidade por afronta ao direito individual da vida e ao direito social da saúde, previsão da lei do impeachment, e existem crimes contra a saúde pública consistentes no crime de epidemia – porque causar não é só dar início, mas tornar mais grave a situação já existente”, afirmou Reale Júnior.

Julgamento e ação no TPI

Segundo o jurista, o grupo examinou mais de dez mil documentos para a formulação do parecer entregue à CPI.

Ele afirmou que o presidente pode ser afastado do cargo caso seja feita uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e uma investigação seja autorizada pela Câmara dos Deputados.

“O presidente da República, se for processado por crime comum, o Supremo pede autorização para dar continuidade ao processo à Câmara. Se a Câmara der essa autorização, o presidente é afastado por 180 dias para o processo correr. Se em 180 dias não houver decisão ele volta ao cargo e poderá ser absolvido ou condenado.”

Reale Júnior afirmou que o grupo também viu indícios de crime contra a humanidade, o que poderia ensejar a denúncias no Tribunal Penal Internacional (TPI), de Haia.

“Existe a configuração, sem dúvida, e pode haver uma representação. Qualquer um pode representar ao TPI e caberá ao Ministério Público do TPI o exame da conveniência da aceitação ou não da acusação.”

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