A data-limite da desincompatibilização – que nada mais é que o afastamento obrigatório dos detentores de cargo públicos, nos casos previstos por lei, que pretendem disputar as eleições 2018 – está batendo à porta: 7 de abril.

Até esta data, pelo menos, uma dezena de políticos que ocupam cargos e mandatos públicos importantes em Sergipe deverão se desligar de suas respectivas chefias para obedecer às regras da Justiça Eleitoral e, claro, cair em campo para angariar futuros votos nas eleições de 7 de outubro.

Entre os nomes mais esperados, estão os do governador de Sergipe, Jackson Barreto, MDB; os dos secretários da Agricultura, Esmeraldo Leal, PT; da Inclusão Social, Zezinho Sobral, MDB; do Turismo, Fábio Henrique, PDT, e, até mesmo, a vice-prefeita e secretária da Assistência Social de Aracaju, Eliane Aquino, PT – essa última ainda com muitas dúvidas.

“É uma grande incógnita. Existem possibilidades, mas ainda não há nada certo. Acredito que vou decidir bem na data limite mesmo”, disse ela recentemente à coluna.

Diante desta data tão importante do calendário eleitoral, o JLPolítica com sua Reportagem Especial correu atrás e conversou com o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, o Ministério Público Federal de Sergipe, com cientistas políticos e advogados do ramo eleitoral para saber qual a real importância da desincompatibilização e se realmente ela tem o papel eficaz de oferecer a igualdade de condições aos candidatos e evitar o uso da máquina pelos detentores de mandatos.

Entre quase todos os cientistas políticos e advogados, a desincompatibilização não é algo visto como 100% eficaz. Veja o que diz o cientista Eduardo Macedo – ex-jurista do TRE/SE, professor de Direito e doutorando em Direito Eleitoral: “Sendo pragmático, eu penso que não. Você exerceu por anos, meses, uma parcela do poder como gestor, secretário de uma área. Então, se desincompatibilizar agora para concorrer a um cargo, leva consigo uma grande vantagem acumulada”.

Tem deles que já tem certeza absoluta e data. “Vou deixar dia 6 de março (esta próxima terça-feira) para entrar num processo de consolidação da pré-campanha”, afirma Esmeraldo Leal. 

Fonte: JLpolítica

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