O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe divulgou, na última quarta-feira (14) a data para o julgamento das Ações de Investigação Judicial Eleitoral – AIJEs – ajuizadas pela Procuradoria durante o pleito de 2018 contra o deputado estadual Ibrain Monteiro (PSC).

O julgamento acontece no dia 20 de agosto, às 15h, na Sala do Pleno do TRE e será aberto tanto ao público quanto a imprensa.

A acusação da Procuradoria é de que o prefeito afastado, Valmir Monteiro, utilizou a máquina administrativa da Prefeitura de Lagarto para alavancar a candidatura de seu filho.

MP Eleitoral acredita que houve engajamento de Valmir Monteiro na campanha do filho.

 

Além disso, o Ministério Público Eleitoral  de Sergipe (MPE/SE) aponta que a gestão do município, na época,  reforçou o uso da cor verde, a mesma da campanha do candidato a deputado estadual, Ibrain Monteiro.

O MPE/SE ainda lembra que identidade visual do programa Prefeitura Itinerante era verde, bem como a iluminação de evento promovido pela prefeitura. Além disso, o Fórum de Saúde da prefeitura também foi ornamentado de verde e o uniforme dos servidores confeccionados na mesma cor. Até as casas populares entregues em Lagarto foram pintadas de verde.

Para a Procuradora Eleitoral, Eunice Dantas, “foi claro o uso da cor verde para vincular a prefeitura de Lagarto com a campanha de Ibrain Monteiro, filho do prefeito”.

“Valmir utilizou-se indevidamente dos atos oficiais da entidade municipal para publicizar apoio político ao descendente”, afirma a Procuradora.

Na ação, o MP Eleitoral também demonstra o inteiro engajamento de Valmir Monteiro na campanha do filho.

“A prefeitura de Lagarto realizou vários eventos com a presença do então candidato Ibrain Monteiro em destaque, ao lado de seu pai, o prefeito do município”, aponta a procuradora Regional Eleitoral.

“Ibrain usou eventos públicos como palanque, ocupando lugar de destaque, entre correligionários e possíveis eleitores, com a finalidade de receber visibilidade direcionada à campanha eleitoral. Valmir utilizou-se indevidamente dos atos oficiais da entidade municipal para publicizar apoio político ao descendente”, explica Eunice Dantas.

Com informações do Ministério Público Federal

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