Nos últimos dias, o fechamento de casas de farinha em Lagarto tem sido tema de constantes discussões entre populares e também na classe política local. Nesse entremeio, muitas são as informações propagadas, que partem desde o trabalho infantil até uma ação de cunho politiqueira.

O assunto ganhou os holofotes na tarde da última terça-feira, 29, quando foi realizada uma reunião entre representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público Estadual do Trabalho, e da Defensoria Pública da União com Valdiosmar Vieira, Secretário de Desenvolvimento Social e do Trabalho de Lagarto.

Valdiosmar Vieira: Casas foram interditadas devido aos riscos impostos pelos maquinários

Após a reunião, a reportagem do Portal Lagartense entrevistou o mencionado secretário. Na ocasião, ele informou que a terra da mandioca assim como outros municípios Brasil afora está sendo alvo de uma operação que tem o objetivo de combater o trabalho escravo, infantil e também irregularidades trabalhistas.

Em Lagarto, Valdiosmar informou que as autoridades detectaram casos de irregularidades trabalhistas, ligadas as condições do maquinário utilizado na produção da farinha que, no entendimento das autoridades, colocam em risco a vida do trabalhador; e ao pagamento de salários dos trabalhadores em regime de CLT.

Entretanto, ele destacou que as casas que foram fechadas poderão ser reabertas após a adequação do maquinário, que será realizada após uma orientação a ser oferecida pela Secretaria Municipal de Agricultura e a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Depois deste procedimento, os proprietários das casas deverão comunicar o MPE, em Aracaju, e automaticamente reabrirem suas produções.

As casas poderão ser reabertas depois de realizar as adequações nos maquinários

“O que eles informaram é que as irregularidades trabalhistas [ligadas ao salário] não daria força policial para mandar fechar as casas. Ou seja, essas questões trabalhistas ficaram para se discutir, analisar possibilidades de associativismo e coisas do tipo para o futuro. Então o real motivo da interdição foram as máquinas que colocavam em risco quem estava trabalhando nelas”, esclareceu.

Autoridades querem fortalecer políticas sociais em Lagarto

Ainda na entrevista, Valdiosmar destacou que durante a reunião as autoridades solicitaram a Prefeitura de Lagarto que desse continuidade as ações de combate ao trabalho infantil e de desenvolvimento social. Uma vez que duas adolescentes de 15 e 17 anos foram flagradas trabalhando em casas de farinha.

“Mas já tomamos as medidas cabíveis para dar o suporte. Vamos viabilizar a questão do estágio e do primeiro emprego, mas eles não encontraram trabalho infantil no município”, frisou.

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