Apesar de ter afirmado que o calendário eleitoral de 2020 vem sendo cumprido, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, criou um grupo de trabalho, na última terça-feira, 7, para avaliar os impactos da pandemia no cronograma eleitoral.

Os técnicos desse grupo de trabalho poderão solicitar informações aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sobre assuntos relacionados a seus âmbitos de atuação e avaliar “as condições materiais para a implementação” do pleito, cabendo à presidência do TSE receber os relatórios semanais.

Segundo o coordenador de planejamento, estratégia e gestão do TRE/SE, Marcelo Gerard, apesar de não haver qualquer definição sobre adiamento do prazo, começa a ventilar em Brasília a possibilidade das eleições municipais acontecerem em dezembro.

Discute-se também o adiamento por 30 dias e a transferência do prazo para novembro, enquanto outros defendem uma eleição em turno único que seria realizada no primeiro domingo de dezembro.

Outra alternativa, presente em várias propostas de emenda à Constituição de senadores e deputados, busca unificar as eleições, ou seja,  quem está no cargo ficaria até 2022 quando seriam realizadas as eleições gerais, desde o vereador até o presidente da República.

A última vez em que isso aconteceu foi durante a ditadura militar, quando as eleições de 1980 foram adiadas para 1982, porque o governo – que enfrentava uma inflação que havia ultrapassado os 100%, e se preparava para o racionamento de combustíveis, além de lidar com greves de trabalhadores e conflitos de terra que se intensificavam cada vez mais ­– optou pelo adiamento para ganhar tempo, já que temia uma derrota nas eleições municipais.

De acordo com o futuro presidente do TSE, ministro Luiz Roberto Barroso, o órgão tem até junho para decidir se irá adiar o pleito deste ano.

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