Um dia depois de flexibilizar o isolamento social ao assinar um decreto que permite a reabertura gradual de alguns estabelecimentos comerciais, o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), se mostrou preocupado com a curva gráfica de contagiados pela Covid-19 no estado. Por isso, durante o programa Papo Reto, exibido na última terça-feira, 28, ele afirmou que pode recuar da flexibilização caso a população não faça a sua parte.

Belivaldo: “Sergipe precisa cumprir, no mínimo, de 50% de participação de pessoas no ‘Fique em Casa’”

“O decreto que flexibiliza alguns setores pode ser mudado a qualquer momento se a população não colaborar. O que estamos flexibilizando, neste momento, são setores que não geram aglomeração, se as regras forem cumpridas. Não vou ceder a nenhum tipo de pressão para fazer um ‘liberou geral’. Nem tanto, nem tão pouco. Se a gente sentir que há condições de liberar mais, faremos, mas se a gente sentir que é preciso recuar, recuaremos”, disse Belivaldo.

Ainda durante o Papo Reto, Belivaldo fez um apelo para uma colaboração coletiva no enfrentamento ao novo coronavírus ao solicitar que os cidadãos sergipanos evitem aglomerações, sobretudo em filas de bancos e correspondentes bancários. Segundo ele, Sergipe precisa que, no mínimo, 50% dos seus habitantes permaneçam em isolamento domiciliar.

“Essa adesão é importante. Quanto mais gente circulando nas ruas, maior a probabilidade que essas pessoas sejam contaminadas. O grande perigo está nas pessoas que estão contaminadas e são assintomáticas, elas não sabem que têm o vírus, não estão sentindo nada, mas estão transmitindo para outras pessoas”, explicou o governador.

Cabe destacar que, embora tenha flexibilizado a reabertura de alguns estabelecimentos comerciais em Sergipe, o Ministério Público do Estado e o Ministério Público Federal em Sergipe já se posicionaram de forma contrária a flexibilização do isolamento social. Tanto é que além de mover ações contra o Estado de Sergipe junto à Justiça Federal, os promotores já foram orientados a acionarem judicialmente os prefeitos que não seguirem as orientações sanitárias.

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