O judô sergipano voltou a brilhar em tatames nacionais. No último fim de semana, dois atletas do estado conquistaram medalhas no Campeonato Brasileiro Sênior realizado em Lauro de Freitas-BA. Pela categoria até 81 kg masculino, Edu Lowgan ficou com a prata; e pela categoria acima de 78 kg feminino, Istelina Silva conquistou o bronze.

Com os resultados, Edu, Istelina e mais Alex dos Anjos – sergipano que ficou em sétimo lugar no Sênior – estão garantidos na segunda etapa da seletiva olímpica que acontecerá em dezembro também em Lauro de Freitas. O torneio servirá para compor a seleção brasileira principal que representará o país nas Olimpíadas de Tóquio em 2020.

Edu Lowgan ficou com a prata com uma campanha de quatro vitórias em cinco lutas – algumas delas contra adversários que vinham de grandes resultados. “Nas quartas de final cheguei a enfrentar Marcos Seixas do Rio de Janeiro, atleta que já havia eliminado um medalhista olímpico, o Leandro Guilheiro. Passei por ele, pela semifinal e na final fiz uma luta dura contra o João Macedo, que é atleta da seleção. Não consegui vencer, mas estou feliz com meu desempenho e por conseguir a classificação para a seletiva olímpica”.

Edu também refletiu sobre seu ano no judô, que foi melhorando aos poucos. “Meu começo de ano não foi muito bom. Perdi o regional aqui em Aracaju, mas consegui me recuperar com um terceiro lugar no Brasileiro Universitário e consegui chegar bem no Sênior, que é uma das competições mais fortes do ano”.

Retorno triunfal
Detentora de várias medalhas nacionais e internacionais, Istelina Silva vem retomando resultados de alto nível após uma sequência de lesões. No Brasileiro Sênior, a faixa-preta conquistou o bronze após duas vitórias em três lutas: na abertura, vitória sobre a goiana Marília Oliveira. Já na semifinal, Istelina foi derrotada pela paulista Beatriz Sousa, integrante da seleção brasileira principal. Mas na decisão do bronze, a sergipana derrotou a carioca Stefanie Miranda.

Satisfeita com o resultado, Istelina avalia que a medalha reflete um período de retomada dos trabalhos. “Foi um ano muito bom para mim. Eu estava retornando de lesão. Em 2013, passei por uma cirurgia atrás da outra e não consegui retomar com afinco a rotina de treinos. Mas depois melhorei a preparação física, treinei bem e quem me vê competir percebe a evolução que tive na capacidade física”.

Mesmo ciente do bom momento – Istelina é agora terceira colocada do ranking nacional de sua categoria -, a atleta ressalta que seu objetivo é ir muito mais longe. “Já estou em uma seletiva olímpica com chances reais de ir para a seleção, mas ainda assim eu quero mais. Conquistar bronze é bom, mas eu quero mesmo é o ouro”.

Fonte: Infonet

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