Um dia depois de ter entregue o corpo à família, o Instituto Médico Legal (IML) se pronunciou sobre o caso de José Augusto, popularmente conhecido como Cudim, do povoado Colônia Treze, em Lagarto. Segundo o órgão, ele morreu afogado no último dia 12 de agosto – mês em que foi considerado desaparecido – e teve seu corpo recolhido no Rio Trapiche, em Riachuelo.
A informação passada pelo IML corrige aquelas que foram inicialmente passadas por familiares da vítima ao Portal Lagartense. Naquela oportunidade, eles comunicaram que José Augusto estava desaparecido desde agosto, mas que seu corpo havia sido encontrado no município sergipano de Propriá e que desconheciam a causa da morte.
De acordo com o diretor do IML, Victor Barros, a entrega do corpo à família somente foi possível após a realização de exames periciais. “Todos os corpos que dão entrada no IML nós inicialmente diligenciamos para que seja devidamente identificado. Após isso, fizemos exames para definir a causa da morte e localizamos os familiares para a entrega. Muitas vezes, o corpo que chega como não identificado, temos o núcleo que faz todo o trabalho de campo visando identificação dos familiares e do corpo”, especificou.
Já o papiloscopista Jefferson Santos detalhou que o aparelho celular encontrado próximo a vítima contribuiu para a identificação. “Alguns dias depois, nos deslocamos ao local para colher informações e soubemos que havia esse telefone próximo ao corpo. Tiramos a foto do imei e solicitamos ao delegado que fizesse uma busca. O suposto nome foi encontrado e enviado para nós. Solicitamos a onomástica e no dia ontem obtivemos a resposta e foi possível fazer a identificação”, indicou.
Para o papiloscopista, a identificação do corpo e a entrega à família colocou fim a um capítulo importante da atividade diária do IML. “Tivemos o prazer de entregar à sua família para que o corpo pudesse ser sepultado em sua cidade, em Lagarto. A família saiu satisfeita, triste pela perda de um familiar, mas sabendo que pôde sepultar seu ente. Para o IML, é uma satisfação poder cooperar para que todos seus familiares possam enterrar seus entes queridos”, concluiu.




