Na última quinta-feira, 01, Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina, foi vítima de um ataque a tiro, em Buenos Aires. O atirador, um brasileiro de 35 anos, apontou uma pistola para o rosto de Kirchner, mas a arma não disparou.
O fato aconteceu na entrada da casa de Cristina Kirchner, onde diversos manifestantes estavam reunidos para expressar seu apoio a ex-presidente, que está sendo acusada de corrupção.
Kirchner está sendo julgada por corrupção ligada a contratos públicos concedidos no início dos anos 2000, quando governou o país. Os promotores acusam a vice-presidente de participar de um esquema para desviar dinheiro público quando ocupava a presidência do país. Segundo a promotoria, empresários que participavam do esquema faziam contratos com o Estado e repassava uma parte das verbas a então presidente.
O suspeito de ser o atirador foi identificado como Fernando Sabag Montiel, de 35 anos, nasceu em 13 de janeiro de 1987, reside no bairro de La Paternal, em Buenos Aires, e tem permissão para trabalhar como motorista de aplicativo na Argentina. O documento do brasileiro obtido pela Polícia Federal mostra que ele nasceu em São Paulo, mas que não é filho de brasileiros e que vive desde o começo da década de 1990 no país vizinho.
Alberto Fernández, presidente do país, classificou o ataque como “o mais grave desde 1983, quando o país voltou a ser uma democracia”. Ele também declarou feriado nacional nesta sexta-feira, 02.
Fonte: G1





