Depois do padre Edson Santana lamentar o tratamento dado pela Gestão Hilda Ribeiro a ruas do bairro Loiola, moradores da Rua 08 do bairro Ademar de Carvalho convidaram a reportagem do Portal Lagartense para pedir providências relativas ao descaso que estão sendo obrigados a conviverem por inação da Prefeitura de Lagarto.
Segundo as moradoras, elas estão tendo que conviver com o esgoto a céu aberto e, consequentemente, ficarem expostas a fezes, baratas e a proliferação de outras doenças há mais de quatro meses. Elas afirmam já terem procurado a Prefeitura de Lagarto, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, mas que nenhuma providência foi tomada.
“Já falei com o secretário, já falei com a prefeita [Hilda Ribeiro], já falei com um bocado de gente e ninguém vem fazer isso aqui. Só é tirando foto, tirando foto, e eu prejudicada com meu marido, porque já ficamos doentes, já pegamos dengue e eu peço, pelo amor de Deus, que venham fazer isso aqui”, apelou Dona Neuza.
Outra moradora contou que ela e suas vizinhas não podem sequer sentar na calçada, “porque é podre. É cocô, é urina, é tudo e fede bastante. A gente não tá suportando e eu tenho problema de saúde, ai eu não posso ficar aqui na frente sentindo esse fedor todo, já tem mais de meses e ninguém faz nada por nós”, lamentou.
Além delas, uma mãe, de prenome também lamentou o descaso promovido pela prefeitura de Lagarto, uma vez que sua filha sofre com Dermatite Alérgica, uma doença crônica e hereditária que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira, que é agravada com a situação da rua.
Sem sucesso
Diante do descaso, a reportagem do Portal Lagartense tentou estabelecer contato com o Secretário Municipal de Obras Públicas e vice-prefeito de Lagarto, Fábio Frank, mas não obtivemos êxito. No entanto, permanecemos à disposição da gestão municipal de Lagarto para maiores esclarecimentos.
Contudo, é importante destacar que, há cerca de 20 dias, o referido secretário informou ao Portal Lagartense que em 15 dias, no máximo, uma equipe resolveria o problema. Porém, até o momento, nada foi feito.




