PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page

PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
Publicidade

Família Vitalino: o DNA do artesanato

IMG_6495

FAMÍLIA VITALINO, O DNA DO ARTESANATO

Autor: Ivaldo Batista

 

O barro é tão importante

Pra vida é essencial

Deus fez o homem do barro

E deu-lhe o sopro vital

A João de barro um mistério

Pra VITALINO um império

Um reinado triunfal.

 

Pra esse reino afinal

Deus vem mantendo esse elo

A família Vitalino

Faz esse torrão mais belo

Caruaru sempre é vista

Pelo olhar do turista

Alto do Moura é Castelo.

 

Neste folheto singelo

Foco na genealogia

Da família Vitalino

Vejo como dinastia

Domínio de pai pra filho

Dando sequência e brilho

Na arte no dia-a-dia.

 

Tudo assim se inicia

Por vontade do divino

Que confere os segredos

Do barro a um menino

Que seguindo mãe e pai

Assim o destino vai

Modelando Vitalino.

 

Seu genitor MARCELINO

PEREIRA DOS SANTOS viu

A mãe JOSEFA MARIA

DA CONCEIÇÃO lhe ouviu

O Vitalino nasceu

Com o dom ele cresceu

Caruaru descobriu.

 

No mundo todo explodiu

A fama e seu reinado

Modelando as figuras

As mãos no barro molhado

Ao aprendiz deu exemplo

Alto do Moura é templo

Do artesão consagrado.

 

Tantos bonecos criados

Que não dá nem pra contar

Com sua esposa JOANA

Eles puderam formar

Uma família inteira

Bem à moda brasileira

Fizeram seis pra criar.

 

Aqui vou enumerar

Os filhos de VITALINO

AMARO e MANOEL

ANTÔNIO e SEVERINO

Duas filhas pra alegria

MARIA JOSÉ e MARIA

Por vontade do Deus trino.

 

Na capa tem SEVERINO

Dando continuidade

A arte do pai e mestre

Demonstrou capacidade

Quem visitou o museu

Lembra que ele atendeu

Com muita habilidade.

 

Aula de civilidade

Todo mundo tá lembrado

Das informações prestadas

E do barro preparado

Molhado e seus objetos

Ele falou-me dos netos

Que o barro tem sustentado.

 

Eu lembro dele sentado

Cochichando com o barro

Caprichando nos bonecos

Modelando o boi de carro

SEVERINO referência

De VITALINO a sequência

Na arte que me amarro.

 

Além de fazer o jarro

Seu Severino enfeitou

O mundo com NOEMI

A flor com quem se casou

Do casal vinte e três filhos

Todos criados nos trilhos

Com a arte que abraçou.

 

Enquanto artesão criou

Uma parte dessa prole

Foram 13 educados

Sua vida não foi mole

Seguiu firme a vocação

Cada filho é artesão

Disso ninguém escapole.

 

Caro leitor não se enrole

Dos filhos fiz a listinha

A HELENA EDNALVA

É chamada de “Nalvinha”

EDNEIDE é “Neide” aqui

EDVANE é “Vani”

ELIZABETE é “Betinha”.

 

Quem é novo ou novinha

É melhor eu deixar quieto

Tem CRISTINA e EMANUELA

LUIZ, VITALINO NETO

Tem ELIAS “bucho” sim

Tem CRISTIANO “Tanim”

Tem DANIEL por afeto.

 

É assim que interpreto

JOSÉ RODRIGUES “Dedé”

Tem MARIA DO SOCORRO

Outro já sabes quem é

EMANUEL VITALINO

Que aceitou seu destino

Na missão já botou fé.

 

Com as bênçãos de Javé

Que tudo aqui comanda

Vou citar alguns bisnetos

A minha lista é branda

Bisnetos de Vitalino

Os netos de Severino

WANDERSON e FERNANDA.

 

Tem JEFERSON nesta banda

Nas páginas do cordel

LUIS HENRIQUE e PRISCILA

ROBSON e DANIEL

Tem CLOVES JÚNIOR e JHONE

ISABELA guarda o “moni”

Que a mãe ganha com o pincel.

 

Continuando o painel

Tem KATIA e MARIANA

EVERTON, EDSON e BRUNO

ESTEFÂNIA e sua mana

É muito nome meu Deus

Tem STEFANY e MATHEUS

EDNAILZA é bacana.

Quem parece ter mais grana

É KAROLLAYNE e KALINE

CARLA, WAGNER e CLEYTON

Que WILLAMS opine

Dividindo tudo em parte

Sobra talento na arte

Cada qual é uma vitrine.

 

Deus a todos ilumine

Pela continuidade

A obra de Vitalino

Tem toda vitalidade

A família dando as mãos

Artesãs e artesãos

Em total cumplicidade.

 

Vencendo as dificuldades

Todos estão trabalhando

A memória do avô

Eles estão preservando

Entre netos e bisnetos

Também os tataranetos

Mais de cinquenta atuando.

 

EMANUELA pintando

Nas peças o colorido

Em suas mãos o pincel

Torna tudo divertido

No museu ali sentada

Na história afiada

Contando todo ocorrido.

 

EMANUEL tem corrido

Tem pressa pra conquistar

A sua luta é grande

E tem que continuar

Sobre seus ombros a responsa

De fazer boi e domar onça

E se fazer respeitar.

 

Falando aqui do seu lar

Com JUCIENE casou

Dessa união com “Juci”

A STEFANY chegou

Filhos são bênçãos de Deus

Sejam feitos os planos seus

O casal se alegrou.

 

A família aumentou

Depois que a mãe NOEMI

Antes de partir pra o céu

Pra seu filho foi pedir

Te peço EMANUEL

Pra cuidar de DANIEL

Foi a ti que escolhi.

 

Todos puderam seguir

O labor na vocação

No coração da família

Está cravado artesão

As peças tentam falar

Que está no DNA

Gene é determinação.

 

A família em ação

Seu dia-a-dia é fazer

Os belos artesanatos

Pra o turista escolher

São muitos os trabalhadores

Em casa nos bastidores

Só quem vai lá pode ver.

 

Quem foi lá pra conhecer

Ficou muito satisfeito

Viu artesãos dando à luz

Em cada boneco feito

Contou me Jorge Quintino

À família Vitalino

Tem todo o meu respeito.

 

Eu que do barro fui feito

Deus quis assim me moldar

Depois descobri as manhas

De com o barro lidar

E dessa forma meu Deus

Esse talento me deu

Com garra vou trabalhar.

 

Eu tive que ir buscar

Pertinho do rio achei

Eu cavei, botei no carro

De mão e logo levei

Meu pensamento é asa

Trouxe o barro pra casa

No quintal eu peneirei.

 

Depois molhei, amassei

Beneficiei o barro

Tirei um pouquinho dele

Fiz boneco, boi e carro

Deus me olhando de cima

Me viu qual matéria prima

Sou moldado feito um jarro.

 

Sou artesão e me amarro

Me agarro na profissão

Cada boneco que faço

É pra mim uma extensão

Pra perfeição falta o ar

Aprouve Deus limitar

Meu poder de criação.

 

Grato por sua atenção

Sou artesão de carteira

Prazer sou Emanuel

Do barro eu tiro a feira

Eu nasci com o dom divino

Sou neto de Vitalino

Eu sigo sua carreira.

 

Eu sou a própria bandeira

Ícone do artesanato

Quem conhece minha história

Concorda que isto é fato

A família Vitalino

De Deus tem esse destino

É genético é inato

 

Tudo que sei eu relato

Sou neto de Vitalino

Meu retrato pode vê

Aos sete anos, menino

Vendo meu pai trabalhando

E do meu avô falando

Sou filho de Severino.

 

Nasci em solo agrestino

Já brinquei de carrossel

Já fiz muita traquinagem

Hoje cumpro meu papel

Na vida já tomei tino

Assumi o meu destino

Selado neste cordel.

 

Eu me chamo EMANUEL

Trabalho com alegria

Minha família é grande

Eu faço apologia

Seu dia-a-dia é labor

Cada um tem seu valor

Deus tem sido nosso guia.

 

Se existir dinastia

No barro há um reinado

É lá no Alto do Moura

Que o reino está instalado

Todos sabem quem é Rei

Na CASA MUSEU eu sei

E quem tem nos visitado.

 

O turista tem comprado

Tantas peças importantes

Desde o boi de Vitalino

Família de retirantes

E até namoradeira

Trio cantando e feira

E temas predominantes.

 

E nesta luta constante

Relembro aqui o labor

Vi Severino fazendo

De barro “o caçador

De gato maracajá”

Na cena estava lá

Vi seu carinho e amor.

 

Vitalino é “Doutor

Honoris Causa” eu brado

De fato, não recebeu

Falta ser formalizado

Provoco Jorge Quintino

Pra tornar Seu Vitalino

“In memória” contemplado.

 

Um eterno aprendizado

O Alto do Moura diz

Cada discípulo mestre

É um eterno aprendiz

Na arte figurativa

Temos tanta gente ativa

Produtiva e feliz.

 

Se existe muitos “brasis”

Eu prefiro o dessa gente

Que na arte se revela

Criativa inteligente

É assim que eu defino

A família Vitalino

É deveras persistente.

 

Quantos turista oxente

Tem na mente visitar

Comprar uma lembrancinha

E para casa levar

Quantos já fizeram isso

Vindo pra cá pensam nisso

Vou levar pra ornamentar.

 

O cordel vai terminar

Dos versos sou peregrino

Eu sou Ivaldo Batista

Conheci Seu Severino

Sou amigo da família

Sou “fi” de Heleno e Emília

Tiete de Vitalino.

 

Este folheto eu assino

Contente e resoluto

Ao lado do artesão

Com muita garra eu luto

Escrever é meu destino

Pra família Vitalino

Este é o meu tributo.

Publicidade
Publicidade