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Polícia Civil de SE participa de seminário sobre Cibersegurança na China

Vitória/ES - Polícia Civil do Espírito Santo faz paralização até a meia noite de hoje(8) em protesto ao assassinato de um investigador em Colatina e às más condições de trabalho. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Fruto de uma parceria com a Embaixada da China, a Polícia Civil de Sergipe contou com a participação de um representante da instituição no Seminário Internacional sobre Cibersegurança e Ciberespaço, realizado no país oriental. O evento também reuniu representantes de outros países, como Uruguai, Cuba, El Salvador, Venezuela e Granada. Na oportunidade, foram debatidos temas relacionados à inteligência artificial e a ferramentas tecnológicas de proteção a sistemas essenciais do país, que também são aplicados na segurança pública.

O seminário, que também foi viabilizado pela Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), contou com a participação de seis delegados brasileiros e, representando a instituição sergipana, esteve presente o delegado Gabriel Nogueira, diretor da Central de Flagrantes da Polícia Civil. As despesas da delegação brasileira — incluindo passagens aéreas, hospedagem e alimentação — foram custeadas pela embaixada chinesa. Os participantes ficaram alojados em um prédio do Ministério da Agricultura da China, estruturado para receber comitivas estrangeiras e equipado com refeitório e salas de aula.

O delegado Gabriel Nogueira destacou que o evento está alinhado com a importância de manter um ambiente seguro também na internet. “A China entende que não há segurança nacional sem segurança no ciberespaço. Por isso, o país promove anualmente um seminário internacional com países da América Latina para discutir a construção de um ciberespaço compartilhado”, ressaltou.

Entre os temas debatidos no evento, elaborado de forma mista, com atividades acadêmicas e também visitas técnicas a centros de tecnologia e segurança cibernética, estiveram a inteligência artificial e a proteção de estruturas importantes para o funcionamento do país. “Discutimos a proteção de infraestruturas críticas, como transporte, energia, sistema de justiça e plataformas digitais”, destacou o delegado, evidenciando que a China conta com equipes altamente especializadas para reagir de forma imediata a ataques cibernéticos, recompor serviços e proteger suas infraestruturas críticas.

Diante da complexidade dos temas inerentes à segurança no ambiente virtual, Gabriel Nogueira ressaltou que é preciso pensar a segurança digital de forma integrada. “A criminalidade cibernética é transnacional, ou seja, um criminoso pode estar na Nova Zelândia e atacar vítimas no Brasil, na China ou em qualquer país da América Latina. Por isso, a resposta precisa ser global. Não adianta pensar em segurança cibernética de forma isolada. O Brasil não é uma ilha. A proteção precisa ser compartilhada entre as nações”, reiterou.

Gabriel Nogueira concluiu ressaltando que a troca de experiências e o conhecimento adquirido junto à China foram essenciais para pensar estratégias de investigação também no Brasil. “A delegação brasileira voltou encantada com o que encontrou na China, que é um país que combina história milenar e avanço tecnológico, reunindo tradição e inovação. A resposta a crimes cibernéticos na China é organizada, centralizada e com investimento contínuo em tecnologia. Isso mostra como a prevenção e a repressão ao crime digital são levadas a sério”, finalizou o delegado.

Fonte: SSP/SE

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