A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Operação Rotas da Fauna. Iniciada em 10 de abril, a operação resultou no resgate de 517 animais silvestres até a última sexta-feira, 17, entre aves e répteis, mantidos ilegalmente em cativeiro em Sergipe. A ação teve como objetivo combater o tráfico, a criação e a manutenção irregular de fauna silvestre no estado.
As equipes da Adema e da PRF atuaram em nove municípios – Areia Branca, Capela, Carira, Feira Nova, Frei Paulo, Itabaiana, Neópolis, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora das Dores –, realizando fiscalizações e identificando situações de irregularidade. A operação também contou com o apoio do Instituto Federal de Sergipe (IFS) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que contribuíram com estrutura para acolhimento dos animais resgatados e suporte técnico para avaliação das condições de saúde.
As equipes resgataram 30 jabutis, espécie incluída em listas de proteção internacional. E entre as 487 aves encontradas, havia pintassilgos, curiós, azulões e papagaios-verdadeiros, espécies ameaçadas de extinção, além de cardeais-do-nordeste, papa-capins, canários-da-terra, corrupiões, sabiás e trinca-ferros, dentre outros. Cinco das aves resgatadas estavam com anilhas adulteradas.
De acordo com a bióloga da Adema, Aline Borba, após o resgate, os animais passaram por triagem e avaliação clínica. “Nos casos em que apresentaram problemas de saúde, como desnutrição ou ferimentos, foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, para tratamento, reabilitação e acompanhamento técnico antes da destinação adequada”, explicou.
O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, reforça o papel das ações de fiscalização para a preservação da biodiversidade. “Para a Adema, ações como essas são fundamentais não apenas para coibir crimes ambientais contra a fauna, mas também para sensibilizar a população sobre a importância da fauna silvestre para o equilíbrio ambiental, desestimular essa prática e, assim, fortalecer as ações de proteção à fauna”.
De acordo com Marcelo David Carvalho, chefe de setor de enfrentamento de crimes ambientais da PRF, a atuação integrada amplia os resultados da operação. “A operação integrada, com o apoio de outros órgãos ambientais, maximiza nossos resgates, a soltura e o tratamento dos animais. A parceria com órgãos como a Adema é fundamental porque dá legalidade e o suporte necessário para o trato dos animais, eventuais solturas e punições administrativas para os infratores”, conclui.
Entrega voluntária e denúncia
Os infratores identificados serão multados de acordo com a quantidade de animais mantidos ilegalmente. No entanto, a bióloga Aline Borba destaca a possibilidade da entrega voluntária. “Nós orientamos que a pessoa que mantém algum animal silvestre de forma irregular procure os órgãos ambientais competentes para realizar a entrega voluntária de maneira responsável e segura. Essa entrega isenta o cidadão da aplicação de qualquer penalidade administrativa”, afirma.
Para realizar a entrega voluntária, o cidadão pode se dirigir ao Cetas da Adema, localizado no Parque da Cidade, em Aracaju. E para denunciar casos de criação irregular de animais silvestres, basta acessar a Adema pelo telefone (79) 3198-7152, das 7h às 13h, ou pelo e-mail denuncia@adema.se.gov.br. Também é possível acionar a Companhia Independente de Polícia Ambiental da Polícia Militar (Cipam/PMSE) pelo 190, ou a Polícia Civil pelo 181.
Fonte: Governo de SE





