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Empreendedorismo e tradição: licor junino já movimenta economia no interior sergipano há 15 dias do mês de junho

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O período junino se aproxima, mas na casa da aposentada Evanilde Vidal o clima já é de festa com um dos produtos mais tradicionais desse período: o licor. Há 14 anos ela vende licores em sua casa, no município de Tobias Barreto. 


Batizado de licor Jujuba Gourmet caiu no gosto da região e hoje diversos estabelecimentos já o revendem. Evanilde, com seu empreendedorismo mostra que tradição e economia são duas coisas que caminham juntas.

As vendas começaram tímidas e logo ganharam espaço, à medida que as pessoas iam provando. Atualmente, no período junino ela vende de 800 a mil caixas de licor.

O licor é criação de uma comadre de Evanilde, que fabrica o licor na cidade de Aporá, na Bahia, e envia para que ela possa vender em Tobias Barreto e região.

“Além de representar uma renda extra, vender licor perpetua uma tradição a qual eu tenho muito orgulho de fazer parte. As vendas crescem a cada ano e a gente comemora muito”, falou.

Produzidos, em sua maioria, de forma caseira ou por pequenos empreendedores, os licores juninos são feitos a partir de frutas típicas como jenipapo, maracujá, e tamarindo. Além de receitas tradicionais à base de chocolate, café e canela. O preparo costuma seguir métodos passados de geração em geração, reforçando o vínculo entre a bebida e a identidade cultural nordestina.

Mais do que um produto comercial, o licor simboliza acolhimento, celebração e memória afetiva.

“O licor mantém acesa a fogueira do São João, com uma movimentação gostosa de viver. Com um sabor e cultura a gente celebra e se realiza também”, disse evanilde.

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