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Polícia Científica conclui primeiros laudos sobre mortes de gatos no campus da UFS

UFS

A Polícia Civil de Sergipe, por meio da Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), informa que nesta sexta-feira, 03, a Polícia Científica concluiu os primeiros laudos periciais relacionados à investigação sobre a morte de gatos registrada no campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os exames iniciais apontam que o padrão das lesões identificadas nos animais é compatível com ataques provocados por canídeos.

De acordo com o delegado Hugo Leonardo, responsável pela investigação, os primeiros exames periciais indicam que o padrão morfológico das lesões observadas é compatível com ação mecânica decorrente de mordeduras. “O que indica a perícia é que esses gatos foram atacados por outros animais, muito provavelmente cães que circulam pelo campus da universidade”, explicou.

A perita veterinária Mariana Lumack, responsável pelos exames, destacou que a conclusão decorre da análise conjunta das lesões externas e internas observadas durante o exame necroscópico. “Além de lesões perfurantes e hematomas, identificamos fraturas em costelas e vértebras, além de lesões concentradas principalmente nas regiões cervical e torácica, características compatíveis com mordeduras de canídeos”, detalhou.

Até o momento, dez laudos foram concluídos pela Polícia Científica, todos com conclusões compatíveis com ataque por canídeos. As demais análises periciais seguem em andamento.

Conforme explicou a perita veterinária Vera Silva, embora os laudos necroscópicos apontem, em sua maioria, traumas provocados por mordeduras como causa das mortes, a conclusão definitiva da investigação depende da análise do conjunto completo de exames. “A perícia criminal trabalha pautada na ciência e na prova. É necessário aguardar a conclusão de todos os laudos para garantir que não houve atuação concomitante de outros agentes que possam ter contribuído para a morte dos animais”, afirmou.

Durante as investigações, a Depama identificou alguns tutores de cães que costumam circular livremente pelo campus da universidade. Essas pessoas já foram intimadas para prestar esclarecimentos, e a eventual responsabilização dependerá da conclusão das investigações e da análise do conjunto probatório.

Segundo o delegado Hugo Leonardo, os animais identificados são classificados como semidomiciliados, permanecendo soltos durante o dia e retornando às residências de seus tutores no período noturno.

A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam com a análise dos laudos periciais ainda pendentes, incluindo os exames toxicológicos, além da realização de outras diligências para esclarecer todas as circunstâncias das mortes e apurar eventual responsabilização dos tutores dos animais identificados.

Fonte: SSP/SE

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