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Denarc realiza 58 prisões no primeiro semestre e reforça combate ao tráfico e à lavagem de dinheiro em Sergipe

FOTO 06

O Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Sergipe realizou 58 prisões no primeiro semestre de 2026, resultado de investigações próprias e de ações integradas com forças de segurança de outros estados. O trabalho também foi marcado por apreensões de drogas, operações de descapitalização de organizações criminosas e pelo fortalecimento da cooperação interestadual.

Segundo o diretor do Denarc, delegado Ataíde Alves, a integração entre as polícias tem sido fundamental para impedir o avanço das facções criminosas em Sergipe.
“Nós temos uma preocupação que é a de manter Sergipe como território inóspito para as facções. Nessa toada, colaboramos com outros estados, trocamos informações, e isso resulta em prisões”, destacou.

Entre os casos de repercussão está a prisão de um médico investigado por atuar na lavagem de dinheiro de uma facção criminosa. A ação contou com a atuação integrada das Polícias Civis de Sergipe, Goiás e Roraima.

“No primeiro semestre, tivemos a prisão, em colaboração com o pessoal de Goiás, de um médico que lavava dinheiro para uma facção criminosa. Ele residia em Aracaju, mas foi localizado e preso em Boa Vista, após a troca de informações entre as polícias dos três estados”, explicou o delegado.

O delegado Ataíde Alves reforçou a importância da integração, enfatizando o resultado dessa parceria. “Essa cooperação é muito importante. Isso tem mostrado que Sergipe é o único estado livre do predomínio de facções criminosas, segundo a própria Agência Brasileira de Inteligência”, afirmou.

Além das prisões, o Denarc participou de importantes ações de combate ao tráfico de drogas. Entre elas, a retirada de cerca de uma tonelada e meia de entorpecentes de circulação durante a Operação NARC, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça, e a recente incineração de grande quantidade de drogas apreendidas em ações da Polícia Civil. As medidas reforçam o compromisso da instituição em retirar entorpecentes de circulação e enfraquecer a atuação de organizações criminosas.

O diretor do Denarc ressaltou ainda o apoio prestado às ações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), incluindo uma operação que resultou na recuperação de ativos avaliados em R$ 32 milhões.

“São operações importantes que visam justamente descapitalizar os grandes traficantes do estado. Não adianta apreender a droga e não atacar o patrimônio do criminoso. O tráfico está diretamente ligado à lavagem de dinheiro, e é preciso atingir também a estrutura financeira dessas organizações”, afirmou.

De acordo com Ataíde Alves, o trabalho investigativo também busca identificar pessoas utilizadas como “laranjas” para ocultar bens e recursos provenientes do tráfico de drogas.

“Muitas vezes, são pessoas sem antecedentes criminais e acima de qualquer suspeita. O médico preso é um exemplo disso. Ele não tinha antecedentes, mas era utilizado para lavar dinheiro para uma facção criminosa”, observou.

O delegado também destacou a importância da participação da população por meio do Disque-Denúncia 181. “Boa parte do crédito do trabalho do Denarc e das forças policiais do Estado vem do Disque-Denúncia 181. A ligação é gratuita, não precisa se identificar, e todas as denúncias relacionadas ao tráfico e à lavagem de dinheiro recebem a devida atenção”, enfatizou.

As investigações seguem em andamento. Conforme o diretor do Denarc, novas operações estão sendo desenvolvidas, inclusive voltadas à identificação e ao bloqueio do patrimônio de integrantes de organizações criminosas.

“Essas investigações exigem tempo, com análises financeiras e quebras de sigilos fiscal e bancário. Nosso objetivo é continuar enfraquecendo economicamente as organizações criminosas e impedir que Sergipe se torne um estado receptivo para facções”, concluiu.

Fonte: SSP/SE

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