A Polícia Civil de Sergipe conta, atualmente, com uma rede de 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, distribuídas pelo estado. A estrutura coloca Sergipe entre os estados brasileiros com maior presença proporcional desse serviço, segundo o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com informações referentes a 2025.
Na prática, o levantamento mostra que Sergipe conta com uma unidade especializada para cada grupo de aproximadamente 109 mil mulheres. São 11 unidades identificadas pelo diagnóstico para uma população feminina estimada em 1,19 milhão de pessoas. A proporção sergipana é de 0,92 unidade para cada 100 mil mulheres, enquanto a média brasileira é de 0,53.
Na comparação nacional, Sergipe fica atrás apenas de Tocantins, com 1,77 unidade por 100 mil mulheres; Rondônia, com 1,26; e Piauí, com 1,21. O resultado sergipano também supera a média da Região Nordeste, de 0,44 unidade por 100 mil mulheres.
O indicador utilizado pelo Ministério da Justiça considera o número de unidades especializadas em relação à população feminina e permite comparar estados com populações diferentes. O próprio diagnóstico ressalta, porém, que essa relação não mede, isoladamente, a capacidade de atendimento, o volume de ocorrências ou a cobertura territorial dos serviços.
Atendimento 24 horas eleva a posição do estado em outro ranking
Outro dado do diagnóstico evidencia a disponibilidade do atendimento especializado em Sergipe. Entre as Delegacias Especializadas no Atendimento Exclusivo às Mulheres (DEAMs), a unidade sergipana que respondeu ao levantamento declarou funcionar em regime de 24 horas.
O funcionamento ininterrupto inclui atendimento durante a noite, finais de semana e feriados. Em todo o país, apenas 62 das 282 DEAMs analisadas, o equivalente a 22%, informaram oferecer atendimento 24 horas. Em Sergipe, a proporção entre as unidades respondentes foi de 100%.
Com esse resultado, Sergipe está entre as cinco Unidades da Federação que declararam funcionamento em regime de 24 horas em todas as DEAMs respondentes. O mesmo ocorreu no Acre, Amapá, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
O diagnóstico aponta, ainda, que o Nordeste apresentou percentual de 28,1% de DEAMs com funcionamento 24 horas. O percentual nacional é de 22%.
Crescimento da rede nos últimos 20 anos
O levantamento também apresenta um panorama histórico da expansão das unidades especializadas no atendimento às mulheres. Das 530 unidades que integram a base do diagnóstico, 230 foram criadas até 2005. Outras 300 surgiram entre 2006 e 2025, período que corresponde a 56,6% do total de unidades analisadas.
O 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres foi divulgado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha e reúne informações sobre a estrutura e o funcionamento das unidades especializadas em todo o país. O estudo apresenta dados sobre recursos humanos, serviços prestados, indicadores de atendimento e desafios para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Fonte: SSP/SE




