O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,4 trilhões no período.
O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período.
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Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB cresceu 2%.
O resultado do trimestre foi puxado principalmente pela Agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Entre os demais grandes setores, os Serviços cresceram 0,2% e a Indústria, 0,1%.
“O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Já o consumo das famílias caiu 0,4%, enquanto as exportações recuaram 0,8% e as importações subiram 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026:
- Serviços: 0,2%
- Indústria: 0,1%
- Agropecuária: 2,8%
- Consumo das famílias: -0,4%
- Consumo do governo: 0,4%
- Investimentos: 1,2%
- Exportações: -0,8%
- Importação: 1,8%
Agropecuária é destaque
A Agropecuária foi o setor que mais avançou no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor cresceu 6,8%, favorecido pelo bom desempenho da pecuária e de culturas agrícolas que tiveram aumento na estimativa de produção e ganhos de produtividade.
Entre os destaques das lavouras, estão:
- Soja: +5,3%;
- Café: +15,1%;
- Arroz: -11,3%;
- Algodão: -7%;
- Milho: estabilidade na produção.
Os dados das culturas são usados na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior porque o IBGE não dispõe de séries com ajuste sazonal específicas para cada lavoura. Por isso, não é possível afirmar, a partir desses números, quanto cada cultura contribuiu para a alta de 2,8% da Agropecuária no trimestre.
“Teria que fazer o ajuste sazonal para todas as lavouras para poder dizer com certeza quais culturas puxaram o crescimento no trimestre”, diz Moraes.
Consumo das famílias cai no trimestre
O consumo das famílias caiu na comparação com os três primeiros meses do ano. Ainda assim, na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,5%.
O resultado chama atenção diante do avanço da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas no período. Segundo Moraes, porém, não é possível estabelecer uma relação direta entre o aumento da renda e do crédito e o comportamento do consumo.
“A gente não deve fazer uma associação direta entre o aumento da massa de salários e o aumento do consumo na mesma medida. Não quero especular sobre os motivos. Com as informações que temos, não dá para saber se isso é efeito dos juros, do câmbio ou de outros fatores”, afirmou.
- Os juros elevados podem, em teoria, reduzir a demanda e o consumo. Segundo Moraes, no entanto, o cálculo do PIB não permite separar esse efeito dos demais fatores que influenciam o comportamento das famílias.
A Indústria cresceu 0,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores.
O resultado foi sustentado pelas Indústrias Extrativas, que avançaram 3,4% no trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o segmento cresceu ainda mais, 12%, impulsionado principalmente pelo aumento da extração de petróleo e gás.
Na comparação com o trimestre anterior, veja os principais destaques da Indústria:
- Indústrias Extrativas: +3,4%
- Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos: -1,1%
- Indústrias de Transformação: -0,4%
- Construção: -0,4%
Apesar da queda no trimestre, a Construção apresentou crescimento de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Já a Indústria de Transformação recuou 0,9% na comparação anual, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,5%.
Informação e comunicação é destaque entre os Serviços
O setor de Serviços cresceu 0,2% no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano.
O maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 2,1%. Também houve avanço em Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%).
O Comércio e as Outras atividades de serviços ficaram estáveis no período.
Já Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o setor de Serviços cresceu 1,5%. Todas as atividades registraram resultado positivo nessa comparação, com destaque para Informação e comunicação, que avançou 8,4%.
Veja a variação das demais atividades:
- Informação e comunicação: 8,4%;
- Atividades imobiliárias: 2,2%;
- Transporte, armazenagem e correio: 1,2%;
- Outras atividades de serviços: 1,1%;
- Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: 1,0%;
- Comércio: 0,9%;
- Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: 0,9%.
No semestre, PIB cresce 1,9%
No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os grandes setores, a Agropecuária avançou 3,6%, os Serviços cresceram 1,8% e a Indústria, 1,6%.
Entre os destaques, as Indústrias Extrativas cresceram 12,5%, enquanto Informação e comunicação avançou 8%.
Pelo lado da demanda, o Consumo das Famílias aumentou 1,1% e o Consumo do Governo, 2,9%. Os investimentos ficaram estáveis.
No setor externo, as Exportações cresceram 5,5%, enquanto as Importações avançaram 3,4%.
Fonte: G1




