A Polícia Civil de Sergipe participa da segunda edição da Operação Última Chamada, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), voltada ao enfrentamento do roubo, furto, receptação e comércio ilegal de celulares.
Em Sergipe, as ações são realizadas em Aracaju, Lagarto e Itabaiana, com foco na fiscalização de estabelecimentos e na identificação de aparelhos de origem criminosa ou com algum tipo de irregularidade. As atividades contam também com a participação da Polícia Científica e da Secretaria de Estado da Fazenda.
O perito criminal Bruno Manzan detalha a atuação da Polícia Científica na operação: “Hoje, a perícia está dando apoio à Polícia Civil e à Secretaria de Estado da Fazenda na coleta dos dispositivos que terão que ser analisados. Todo telefone de celular tem uma identificação que é única dele, que é o número de IMEI.”
“Cabe à Secretaria do Estado da Fazenda essa parceria, essa operação Última Chamada. A nossa missão é o combate à sonegação fiscal e às irregularidades que a gente pode detectar nessas diligências referentes ao comércio de aparelhos celulares”, disse Roberta Argolo, gerente de Fiscalização de Trânsito de Mercadorias da Sefaz, que acompanha a ação.
Durante a operação, são realizadas fiscalizações e diligências com base em informações de inteligência e investigações conduzidas pelas forças de segurança. A atuação busca identificar e responsabilizar pessoas e estabelecimentos envolvidos na compra, venda, ocultação, adulteração ou comercialização irregular de aparelhos celulares.
A delegada Gisele Martins, da Delegacia de Turismo, destacou o caráter educativo e a continuidade das ações: “Essa fase da Operação Última Chamada possui um cunho estritamente educativo. Claro que se encontrarmos objetos com indícios de crime, eles serão apreendidos e os procedimentos legais serão tomados. Nós estaremos promovendo diversas outras diligências em diversas outras lojas, inclusive representando para o Poder Judiciário pela expedição de mandados de busca e apreensão.”
*Integração nacional*
A operação é coordenada estrategicamente pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que promove a articulação entre as unidades da Federação e o compartilhamento de informações.
Nos estados e no Distrito Federal, a execução das ações é realizada pelas forças de segurança locais, de acordo com suas competências e planejamentos operacionais.
As informações obtidas durante as ações também podem ser integradas ao Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), ferramenta que auxilia na identificação de aparelhos com restrições e no apoio às investigações e à recuperação de dispositivos.
A segunda edição da Operação Última Chamada ocorre entre os dias 15 e 18 de setembro. A iniciativa terá novas edições nos próximos meses, consolidando uma estratégia contínua de enfrentamento à cadeia criminosa relacionada ao roubo, furto, receptação e comercialização irregular de celulares.
Na primeira edição da operação, realizada em agosto, 23 unidades da Federação participaram da mobilização e mais de 8 mil aparelhos foram recuperados. Nesta nova fase, além da recuperação de dispositivos, a operação amplia a atuação sobre o mercado que movimenta e sustenta economicamente essa cadeia ilegal.
Fonte: SSP/SE




