Como parte dessa estratégia, também foi criada a Sala de Situação de Combate ao El Niño, estrutura composta por técnicos intersetoriais voltada ao acompanhamento contínuo do fenômeno e de seus impactos em Sergipe. A Sala de Situação é responsável pelo monitoramento e pela análise dos dados, fornecendo informações que subsidiam a atuação do Comitê Técnico. A partir dessas informações, o Comitê Estadual de Gestão de Eventos Climáticos Extremos (Cegec) promove a articulação entre os órgãos envolvidos e define ações e encaminhamentos de forma integrada.
Gestores públicos, imprensa e sociedade podem acompanhar a evolução do fenômeno por meio do Boletim Técnico de Proteção e Defesa do El Niño, publicação periódica do Estado de Sergipe que atualiza o cenário climático no território sergipano e amplia o detalhamento dos possíveis impactos do fenômeno nos diferentes territórios sergipanos. Todas as edições do boletim estão disponíveis no site https://www.se.gov.br/semac.
Monitoramento
O monitoramento contínuo das barragens é outra frente de atuação diante dos riscos de escassez de chuva. Sergipe possui 15 grandes barragens de acumulação de água, das quais sete são acompanhadas, em cooperação com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), para garantir a segurança hídrica.
Os volumes das barragens são acompanhados diariamente e este monitoramento é fundamental para gerência do uso da água disponível, como explica a secretária Ingrid Cavalcanti. “Com a redução da precipitação, o acompanhamento do volume das barragens é fundamental para planejar nossas ações e garantir a prioridade de uso da água para o abastecimento da população e a dessedentação dos animais”, detalha a secretária.
A Semac destaca que o cenário exige atenção e atuação preventiva, mas não deve causar pânico. “O monitoramento contínuo das condições meteorológicas, climáticas e hídricas é fundamental para que o Estado, os municípios, os setores produtivos e a população possam se antecipar a possíveis mudanças no cenário. A análise conjunta das condições de chuva, temperatura, umidade do solo, níveis dos reservatórios e vazões dos rios permite identificar tendências, avaliar possíveis impactos e subsidiar, com maior segurança, a adoção de medidas preventivas e o planejamento do uso dos recursos hídricos”, reforça a meteorologista da Semac, Wanda Tathyana de Castro.
Nesse contexto, recomenda-se o acompanhamento regular dos boletins meteorológicos, prognósticos climáticos e informações sobre a situação dos recursos hídricos, especialmente nas áreas mais suscetíveis à redução das chuvas. Para o setor agropecuário, o planejamento do uso da água, a adoção de práticas de conservação da umidade do solo e o uso racional dos recursos hídricos podem contribuir para reduzir possíveis impactos sobre as atividades produtivas.
Índices pluviométricos
Para os próximos meses, o cenário climático exige atenção e acompanhamento contínuo das condições atmosféricas e oceânicas. Os modelos climáticos indicam a manutenção do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026 e início de 2027, com maior intensidade prevista inicialmente e tendência de enfraquecimento gradual a partir dos primeiros meses do próximo ano.
“Para Sergipe, a projeção climática para o trimestre de setembro, outubro e novembro indica tendência de chuvas abaixo da normal climatológica em todas as regiões do Estado, período que normalmente já apresenta menores volumes de precipitação. É importante destacar, entretanto, que essa é uma previsão climática e, portanto, pode sofrer alterações à medida que novas informações e atualizações dos modelos sejam incorporadas”, explica a meteorologista Wanda Tathyana.
Agricultura
Participação
A Semac recomenda ainda que a sociedade acompanhe os boletins de monitoramento climático do El Niño e os alertas de seca divulgados periodicamente pelo Estado de Sergipe.




