O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) vai analisar se o prefeito afastado de Lagarto, José Valmir Monteiro, tem direito a continuar recebendo os salários após ter sido afastado do comando da Prefeitura Municipal de Lagarto. A ação será comandada pela conselheira Angélica Guimarães, que é a corregedora do corte.

A deliberação foi tomada na última quinta-feira (6), quando, em plenário, o conselheiro Clóvis Barbosa externou que estava recebendo muitos questionamentos de câmaras municipais de vereadores de municípios que tiveram seus gestores afastados, como Lagarto, Itabaiana e Riachão do Dantas. Por isso, a corte decidiu, unanimemente pela avaliação destes casos pela Corregedoria do TCE.
Vale lembrar que o prefeito Valmir Monteiro (PSC) desde o dia 22 de fevereiro, quando foi alvo da Operação Leak, considerada um desdobramento das investigações referentes ao desvio de verbas públicas do Matadouro Municipal de Lagarto. Ainda detido no Presídio Militar, em Aracaju, Valmir é apontado como chefe de uma organização criminosa.

Entretanto, devido a uma licença sem prazo para acabar, Monteiro continua recebendo o salário de prefeito de Lagarto, correspondente a R$ 27.067,00, sem descontos previdenciários. Por isso, nos últimos três meses em que permanece preso, estima-se que Valmir tenha recebido mais de R$ 80 mil.






