Em entrevista concedida a Rede Xodó FM, em Simão Dias, o Governador do Estado, Belivaldo Chagas (PSD), defendeu a reforma da previdência e a sua extensão até os estados brasileiros, para viabilizar o execução de obras em Sergipe. Segundo Belivaldo, atualmente, o estado tem o déficit mensal de R$ 100 milhões com a previdência.

Por isso, o governador afirmou que tais recursos poderiam ser direcionados em obras no estado. “Por exemplo, precisamos de R$ 400 milhões para recuperar uma série de rodovias, cerca de 450 km de vias estaduais, que estão em grave situação, como acontece com a rodovia que liga Simão Dias a Pinhão e Pinhão a BR-235, Simão Dias a Poço Verde, Poço Verde a Tobias Barreto e tantas outras. Ou seja, se tivéssemos esses R$ 100 milhões que colocamos para cobrir o déficit da Previdência, em quatro meses faríamos essas obras. Mas como não temos, estamos buscando condições financeiras para isso”, disse o chefe do executivo estadual.
Com o déficit, Belivaldo lembrou que o Estado precisa de R$ 150 milhões para reconstruir algumas rodovias, entre elas estão aquelas responsáveis por ligar a BR-235 a Lagarto, Lagarto a Riachão, Riachão a Tobias Barreto, Aquidabã a Graccho Cardoso, Serra do Machado a sede de Ribeirópolis, Ribeirópolis a Moita Bonita, Itabaianinha a Umbaúba e a João Bebe Água (em Aracaju) a São Cristóvão.
“Tentei, recentemente, uma linha de crédito com o Banco do Brasil no valor de R$ 150 milhões, a qual o Banco não sinalizou positivamente”, lamentou Chagas, acrescentando que a ideia era que, posteriormente, fossem buscado recursos para contemplar a rodovia que liga Tobias Barreto a Poço Verde e Poço Verde a Simão Dias.

Em relação à Previdência, Belivaldo destacou que, junto com os demais governadores do nordeste, sempre apoiou a medida. “Mas, desde o início, fomos o primeiros a questionar o texto com ao BPC e para às aposentadorias rurais, o que agora foi tirado pelo relator da propositura. Se não tiver reforma, não teremos dinheiro para pagar a folha de ativos e dos aposentados, por isso é necessária. Fomos contra também à desconstitucionalização da reforma, que deve ser reformulada, porém ainda há brechas perigosas, já que permite que a lei seja alterada a qualquer momento. Outro ponto que questionamos desde o início e também deve ser retirado agora, é a questão da capitalização, um modelo que foi uma tragédia no Chile e não poderíamos reproduzir aqui”, ressaltou.





