Geração de empregos, mudança de vida e perspectiva de um futuro melhor para os moradores de Salgado. Tudo isso vem acontecendo após a chegada da fábrica de calçados West Coast na cidade, que desde de 2010, vem impactando positivamente, não só na vida das 300 pessoas que compõem o quadro de funcionários, mas também na de inúmeros moradores que possuem comércio nas proximidades do local.
Muitos dos empregos gerados foram destinados a antigos citricultores de povoados da cidade, que estavam desacreditados que poderiam conseguir trabalho após uma infestação de um mosquito nas plantações. “Antes da fábrica existir, era forte o trabalho da citricultura na região. Após a infestação de um mosquito, chamado popularmente de mosca negra, este tipo de atividade foi perdendo a sua força, o que fez muitas pessoas de povoados migrarem para a cidade. A alternativa foi a chegada da fábrica, que consequentemente gerou empregos para estas famílias”, conta o gerente da West Coast em Sergipe, Civaldo Fraga.

A fábrica causou ainda impacto positivo na vida de muitos jovens, que através dela, conquistaram seu primeiro emprego. “Eu entrei com 21 anos, foi meu primeiro trabalho. Hoje tenho 26 e consegui mudar de cargo. De operadora me tornei auxiliar industrial, o que vem sendo importante também para a minha vida acadêmica, pois aprendo na prática o que vejo no curso”, declara a estudante de administração e auxiliar industrial da West Coast, Cassandra Nascimento.
Um dos trabalhos que a sociedade rotula como “feito para mulheres” é o de costura. Na fábrica, esta função vem sendo exercida por homens, o que vem desmistificando e quebrando tabus na cidade. O costureiro, Salmo Diógenes, exerce a função e gosta muito do que faz. “Eu aprendi muito trabalhando aqui. Fui desenvolvendo aos poucos o trabalho e tudo isso mudou bastante a minha vida, tanto as condições financeiras, quanto como pessoa”, fala.

Mas as mulheres estão se tornando protagonistas no local, assumindo liderança, como é o caso da assistente de produção, Jamires da Costa, que passou de costureira ao novo cargo. “Eu estou desde o início da fábrica, foi o meu primeiro emprego e nele pude crescer. Comecei como costureira, trabalhei dois anos nesta função e passei um tempo depois para o cargo de assistente. Mudou muito a minha vida”, vibra.

O trabalho formal é um dos desejos de muitas pessoas e era o da costureira Gabriele Santos. Lá na fábrica ela tem a oportunidade de ter a carteira assinada e receber em dia. “Antes eu trabalhava como atendente de restaurante, era um trabalho informal. Hoje eu bato ponto, tenho minha carga horária certinha e fico feliz por isso”, completa.






