Na última quinta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados a respeito da situação trabalhista do país no segundo trimestre de 2019. De acordo com os números, Sergipe possui cerca de 15,3% de desocupados, a quarta maior taxa do Brasil, ficando atrás apenas da Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16%).
O índice de Sergipe, que recuou apenas 0,2%, segundo o levantamento, chega a superar a média nacional que é de 12%. No Brasil, a taxa desemprego caiu 0,7% em relação ao primeiro trimestre deste ano, e 0,4%, se comparado ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, Sergipe está entre as 10 unidades da federação em que houve recuo na taxa de desocupação. No restante do país ela se manteve estável.
Já em relação ao número de pessoas trabalhando por conta própria, Sergipe ocupa a oitava posição, registrando 30,3% em relação às pessoas de 14 anos ou mais nessa situação. A média nacional é de 25,9%.
O estado também está entre os dez primeiros quando o assunto é trabalho sem careteira assinada. Em Sergipe, 39,5% dos empregados do setor privado estão nessa condição. Em relação ao número de pessoas com carteira assinada, Sergipe registra 60,5% entre as pessoas com 14 anos ou mais. Neste índice, o estado ocupa a 19ª posição. A média nacional é de 74,3%.
Distribuição por idade
Em Sergipe, 5,6% das pessoas que estão desocupadas possuem entre 14 e 17 anos, enquanto esse número salta para 33,9% entre os jovens de 18 a 24 anos, e cresce para 40,3% entre a população de 25 a 39 anos. Entre aqueles de 40 a 59 anos, os números ficam em torno de 19,4%.
Ainda de acordo com os número do IBGE, a maior parte das pessoas em situação de desocupação são mulheres, 56,2%, e em segundo lugar, os homens, 43,8%.
Rendimento médio mensal por sexo
O IBGE também registrou o rendimento médio mensal dos trabalhadores, de acordo com o sexo, no estado. Segundo os dados, enquanto os homens recebem em média R$ 1.710,00 mensais, as mulheres ganham cerca de R$ 1.398,00.
A desigualdade entre os sexos se manteve estável, entretanto, o rendimento médio mensal de ambos vem caindo. No primeiro trimestre deste ano, os homens recebiam mensalmente, em média, R$ 1. 902, 00 enquanto as mulheres recebiam R$ 1. 561,00.




