Na última terça-feira (24), os policiais civis e escrivães que atuam na Delegacia Regional de Lagarto paralisaram as suas atividades em protesto a proposta apresentada pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) durante a última rodada na mesa de negociações que aconteceu no último dia 23, bem como ao recuo do Governo do Estado nas negociações.

Segundo Matheus Corrêa, escrivão da Polícia Civil em Lagarto, tanto os policiais quanto os escrivães defendem que seja encaminhado a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), o Projeto de Lei para Oficial de Polícia Civil. Em resumo, esse projeto unificaria as carreiras da Polícia Civil e diminuiria o tempo para que o oficial fosse promovido.
“A gente quer que esse projeto seja encaminhado para a Assembleia para a sua aprovação, mas saiu um projeto alternativo da Adepol, que não tem nem legitimidade para fazer um projeto de lei para as carreiras da Polícia Civil, a não ser a deles que é a de delegado”, comentou Corrêa.
Procurado pela reportagem do Portal Lagartense, o Sindicato do Policiais Civis de Sergipe (Sinpol-SE) informou que o ato de ontem foi uma ação independente dos policiais e o classificou como “uma forma de repúdio ao projeto apresentado pela Adepol e ao recuo do Governo nas negociações”.
Contudo, o Sinpol-SE acrescentou que, no próximo dia 02 de outubro, será realizado um ato na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju, os policiais civis farão um ato no intuito de alertar o governo sobre a necessidade da aprovação do Projeto Oficial de Polícia Civil, alertando-o sobre os riscos de uma possível greve.
Governo do Estado
O Governo informou que a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o Procurador Geral do Estado (PGE), o Secretário de Planejamento e o governador Belivaldo Chagas se reuniram na manhã da última terça-feira, e ficou definido que uma proposta será apresentada aos policiais civis. Ela está sendo elaborada e até a próxima semana deve ser entregue a categoria.
Adepol
A Adepol, através de nota emitida ao Portal Infonet, informou que, como integrante de uma comissão que discute a reestruturação da Polícia Civil, a Adepol, entidade que congrega os Delegados de Polícia, dirigentes da Instituição por imperativo constitucional, de forma legítima, propôs a criação das novas carreiras de Investigador e de Escrevente. Esses quadros teriam uma tabela remuneratória própria que não se confunde com a tabela das carreiras de Agente e de Escrivão.
A Adepol afirmou também que não é verdade que a associação propôs a mudança do requisito de escolaridade do nível superior para o nível médio no tocante às carreiras atuais. Para as novas carreiras a exigência seria diferente, o que – segundo ela – oportunizaria a vários jovens, que sonham integrar a Polícia Civil e não têm o nível superior completo, o ingresso na instituição.
Por fim, a Adepol diz que acredita que a criação desses novos quadros fortaleceria o trabalho da Polícia Civil no Estado de Sergipe, vindo a somar com os Delegados, Escrivães, Agentes e Agentes auxiliares que atualmente compõem a instituição.










