Os lagartenses mais atentos que passaram pela Praça Silvio Romero e demais localidades, nesta quarta-feira (16), notaram a ausência dos ambulantes que comumente ficam ali vendendo seus produtos.
É que por determinação do Ministério Público do Estado de Sergipe (MP/SE), a Guarda Municipal precisou retirá-los das calçadas, o que gerou certo tumulto entre um grupo de ambulantes que se deslocou até a Prefeitura Municipal de Lagarto para cobrar explicações.

Eles alegam que não foram notificados sobre a proibição e que, por isso, foram pegos de surpresa. Everton dos Santos Fonseca, é pai de uma menina de seis meses e disse que planejava trabalhar para comprar uma lata leite para sua filha que já havia acabado.

“Quero saber se é algum juiz ou promotor que vai dar uma lata de leite para minha filha”, disse revoltado.
Reunião
Ao chegar, a Prefeita Hilda Ribeiro (SD) aceitou receber alguns representantes dos ambulantes em seu gabinete e afirmou que estava apenas cumprindo uma ordem do MP/SE, que previa uma multa de cerca de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento, “a ser suportada pelo gestor do município”.

A ação está relacionada ao processo n° 201754001352 que exige que feirantes, comerciantes de roupas, tecidos, calçados, arreios, ferragens, plásticos, panelas e miudezas em geral, instalados provisoriamente e de forma irregular, desobstruam as vias públicas para realocação no Mercado Municipal.
A prefeita também se dispôs a ir com eles até o MP/SE discutir essa situação e resolver tanto qual será o novo espaço dedicado aos ambulantes quanto onde eles ficarão enquanto o impasse não se resolve. Foi sugerido como um possível local, a Praça do Tanque Grande, mas isso ainda deve ser definido.
Também estiveram presentes na reunião, o Secretário de Ordem Pública, coronel Jackson do Nascimento, o procurador do município, Victor Barreto, o presidente da Câmara Municipal de Lagarto, Eduardo de João Maratá (PR), o vereador Vagner Andrade (PRP) e o advogado Rodrigo Macedo.





