Após uma reunião com o Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (CTCAE), na última terça-feira, 15, o Governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), endureceu as medidas sanitárias de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19). Com isso, ficaram restritos o funcionamento de algumas atividades suscetíveis à aglomerações neste fim de ano.
“No período entre o dia 18 de dezembro e 9 de janeiro, todos os eventos deverão apresentar o projeto sanitário para a Secretaria de Estado da Saúde e serão limitados a 150 convidados, em espaços abertos e 100 nos fechados, respeitando o distanciamento necessário e independente do tamanho do local. Lanchonetes, bares, restaurantes e similares também reduzem de 75% para 50% de sua capacidade”, anunciou o governador.
Além disso, durante o período de permanência no estabelecimento, os clientes deverão permanecer predominantemente sentados. E fica proibida a utilização de pistas de dança ou a disponibilização de espaços equivalentes. Permanece autorizada a realização de apresentação artística de pequeno porte, com até 02 (dois) artistas, que deverão utilizar máscaras durante toda a apresentação obrigatoriamente.

Segundo o governador, a medida foi tomada porque os números apresentados na reunião do CTCAE aliada ao relaxamento da população perante aos cuidados preventivos a Covid-19 tornaram a situação ainda mais delicada. “A taxa de transmissão em Sergipe está em 1.87. Significa dizer que cada 100 pessoas estão contaminando outras 187. É um crescimento de curva impressionante, uma média de possível de óbito na faixa de 9 por dia. Se isso não retroceder, isso vai significar dizer 270 óbitos por mês, e a gente precisa ter responsabilidade para não permitir que isso aconteça”, argumentou.
E completou: “As pessoas e os estabelecimentos devem seguir os protocolos sanitários. Infelizmente, a gente observa que as pessoas não estão seguindo essas orientações. É uma questão de consciência. Ninguém vai fazer acontecer a melhoria sozinho. O Estado vai continuar fazendo a sua parte, mas se a população não entender a importância do uso da máscara, do distanciamento, isolamento e das medidas de higiene, vai ficar ainda mais difícil. A gente percorre as ruas da cidade e presencia centenas de pessoas circulando sem a máscara, pessoas se aglomerando, praias cheias aos fins de semana. Tomamos algumas medidas mais firmes hoje, vamos acompanhar até o final do ano. Se houver melhoria, a gente volta ao que era, mas se piorar, vamos ter que apertar e a partir de 9 de janeiro fazer isso, em defesa da vida das pessoas.”




