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Belivaldo Chagas não descarta toque de recolher em Sergipe

Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 25, no Palácio dos Despachos, o Governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), afirmou que não está descartada a possibilidade de decretar toque de recolher em todo o estado a partir da próxima semana. 

“Nós tivemos uma diminuição de casos no começo do ano, mas que voltaram a crescer nos oito últimos dias. Por isso, a gente achou conveniente somar os últimos oito dias com os próximos oito dias, para dai a gente dizer se haverá necessidade do toque de recolher ou não. Não está descartado! Mas nós ainda estamos em um percentual de segurança em relação a ocupação dos nossos leitos”, justificou o governador.

Belivaldo Chagas: “Tudo dependerá da população”

No entanto, Belivaldo estabeleceu um cenário para poder instituir o toque de recolher no estado. “Este ano, tivemos uma diminuição de ocupação dos leitos quando chegamos a 317 leitos ocupados com pacientes internados. Voltamos agora para 386 e se daqui a oito dias a gente tiver um crescimento desse número, indiscutivelmente poderemos estar decretando o toque de recolher, mas essa decisão vai ficar para ser tomada daqui a oito dias”, adiantou.

O governador ainda garantiu que as fronteiras com a Bahia não serão fechadas, mas que os prefeitos dos municípios fronteiriços serão orientados a instalarem barreiras sanitárias de modo a não impedir o direito de ir e vir dos cidadãos. Ele também anunciou a ampliação da testagem em até 25 municípios sergipanos e que a Polícia Militar já foi orientada para atuar com uma força-tarefa, a partir da próxima segunda-feira, 1º, da maneira que agiu no período carnavalesco na contenção de aglomerações.

“Portanto, tudo vai depender, como sempre, do apoio da população. Se a população colaborar e a gente não ter crescimento desses números, poderemos evitar o toque de recolher. Mas se a gente avançar nos números de ocupação de leitos de enfermaria, vamos sim decretar o toque de recolher. Nós estamos com cepas do Reino Unido, de Manaus, do Rio de Janeiro. Enfim, é um vírus que sofre muita mutação e que, automaticamente, se Sergipe não tomar cuidado hoje, a gente vai ter problema amanhã”, completou o governador.

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