Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) cinco vidas foram ceifadas pela Dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que tem alto índice de infestação, segundo o LIRAa de março, em municípios da região centro-sul, tais como: Poço Verde, Riachão do Dantas, Salgado, Simão Dias.

“Já são 3.661 casos notificados e 749 confirmados em todo o Estado. Até o momento, cinco óbitos foram registrados por Dengue, duas mortes com suspeita encontram-se em investigação. […] É preciso que todos tenham consciência da situação em que se encontra o estado de Sergipe nesse momento e que, embora não esteja vivendo uma epidemia, o risco é eminente”, observou a SES.
Diante disso, a gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica da SES, Sidney Sá, destacou a necessidade dos municípios fortalecerem as ações, principalmente, nas áreas onde estão ocorrendo os casos. “É importante que os esforços, nesse momento, sejam redobrados, fazendo uso de todas as ferramentes que se tem, principalmente usando todo o contingente de agentes de endemias e agentes de saúde nas áreas de maior risco. É importante ter esse cuidado”, reforçou.
Ainda segundo ela, o quarto LIRAa será divulgado na segunda quinzena do mês de julho e deve ser utilizado no combate ao mosquito. “O LIRAa é uma ferramenta a mais que cada gestão municipal tem, para que possa tomar as medidas necessárias a fim de conter o vetor e consequentemente o aumento no numero de casos”, disse Sidney.
Dicas de combate
Água limpa e parada é o ambiente ideal para a reprodução do mosquito da dengue e a melhor maneira de combater a doença é evitando a reprodução do mosquito. Assim, cuidado com acúmulo de água em vasos de plantas, em pneus, garrafas e outros utensílios, prestar atenção nos ralos, limpar calhas, colocar telas em janelas, cuidado com piscinas, lagos caseiros e aquários, abrir portas e janelas quando o carro fumacê estiver passando, lavar recipientes que juntam água, paredes de lavanderias e tanques com sabão e usar repelente.
Sinais de alarme de dengue
Dor abdominal intensa (referida ou palpitação) e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), hipotensão postural e/ou lipotimia, hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal, sangramento de mucosa, letargia e/ou irritabilidade, aumento progressivo do hematócrito.





