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Hospital no interior de Sergipe implanta protocolo de AVC e amplia chances de recuperação de pacientes

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O Hospital Regional de Estância Jessé Andrade de Fontes (HRE), equipamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), implantou um protocolo para aprimorar e agilizar o atendimento em casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. O objetivo é ampliar as chances de recuperação e reduzir as sequelas nos pacientes.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o AVC acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte no mundo. Ao implementar o protocolo de AVC, o hospital passa a adotar um conjunto de ações rápidas e coordenadas que permitem maior eficiência e agilidade no atendimento de pacientes com suspeita da doença, reduzindo o tempo entre a chegada do paciente e o início do tratamento.

De acordo com o médico plantonista do HRE, Gabriel Luciano, nos casos de AVC isquêmico em que o paciente chega ao hospital em até quatro horas após o início dos sintomas, é administrado o trombolítico, medicamento capaz de reduzir as sequelas causadas pelo acidente vascular. O médico ressalta, no entanto, que alguns pacientes apresentam contraindicações para receber a substância e, por isso, a medicação não pode ser aplicada em todos os episódios de AVC.

“Com o protocolo, a pessoa chega e é rapidamente reconhecida como um paciente com AVC, realiza tomografia de crânio dentro dos primeiros 20 minutos após a chegada ao hospital e, então, realizamos uma avaliação detalhada para determinar se esse paciente pode receber o trombolítico, que reduz as sequelas do AVC. Infelizmente, nem todos os pacientes podem receber esse medicamento. Alguns são muito idosos, possuem outros problemas de saúde ou utilizam medicamentos anticoagulantes”, explicou o médico.

O protocolo de AVC foi implantado no hospital em outubro do ano passado. Desde então, cerca de 16 pacientes já receberam o trombolítico, que custa em média oito mil reais por ampola, e tiveram uma recuperação mais rápida e com menos sequelas. Segundo a superintendente da unidade hospitalar, Rôse Gleide Santos, toda a equipe que atende pacientes com AVC foi treinada para colocar o protocolo em prática, desde os profissionais da recepção até médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

“Com o protocolo, conseguimos ter 100% de cobertura diagnóstica por imagem, porque todos os pacientes com suspeita de AVC foram submetidos à tomografia, garantindo confirmação diagnóstica e definição terapêutica segura. Também alcançamos eficiência no tempo entre a chegada do paciente e a administração do trombolítico, além de uma alta taxa de triagem de deglutição, realizada em 80% dos pacientes, reforçando a prevenção de broncoaspiração e complicações associadas. Obtivemos ainda um tempo médio de internação de cinco dias, alinhado à média nacional, o que demonstra eficiência na condução clínica e na gestão dos leitos”, ressaltou a superintendente.

O Hospital Regional de Estância atende a população de todo o sul sergipano, alcançando dez municípios: Estância, Boquim, Pedrinhas, Arauá, Santa Luzia do Itanhy, Indiaroba, Tomar do Geru, Umbaúba, Itabaianinha e Cristinápolis. A unidade hospitalar funciona como porta aberta, sendo referência regional em cirurgias gerais e ortopédicas de urgência, além de realizar atendimentos de urgência e emergência 24 horas por dia.

Mais chances de recuperação 

Os principais sintomas que indicam um AVC são: confusão mental; alteração da fala ou da compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente; alteração do equilíbrio, da coordenação e da marcha; tontura e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (rosto, braço ou perna).

É fundamental que a população esteja atenta e, ao identificar os sinais, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), o Corpo de Bombeiros Militar (193) ou leve a pessoa ao hospital mais próximo. Quanto mais rápido o paciente chega a uma unidade de urgência, mais cedo poderá receber o medicamento, aumentando as chances de recuperação e de redução das sequelas.

O pai de Erlane dos Santos, José Carlos dos Santos, de 89 anos, chegou ao Hospital Regional de Estância com sintomas de AVC. Eles são moradores de Santa Luzia do Itanhy, município que faz fronteira com Estância. Ela contou que o atendimento ágil da equipe da unidade hospitalar foi fundamental para a recuperação do pai. “Meu pai desmaiou em casa, ficou sem voz, sem movimento de um lado e com a boca torta. Quando chegamos ao hospital, ele foi atendido de imediato. Fez uma tomografia e autorizamos ele a tomar o medicamento. Agora, ele já está bem melhor, reconhecendo a família, conversando e sorrindo. O atendimento do hospital foi bem rápido e ágil”, declarou.

O pedreiro e estanciano Wellington Costa, 58 anos, também foi atendido com o protocolo de AVC isquêmico no HRE. Ele esteve na unidade hospitalar há pouco mais de dois meses e, agora, já retornou ao trabalho. Eu cheguei do trabalho, almocei e fui descansar. Quando acordei, minha boca estava torta e meu braço sem movimento. Meus filhos me levaram para o hospital e eu fiquei quatro dias internado. Os profissionais de lá trabalham muito bem. Agora, ainda estou com a boca um pouco dormente, mas já voltei a trabalhar um pouco”, relatou.

Fonte: Governo de SE

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