PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page

PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
Publicidade

Interferência do governo ‘passou do limite’, diz ex-presidente do conselho do BB

Brasília (DF), 22/11/2016 - Edifício Banco do Brasil -  Foto, Michael Melo/Metrópoles

O ex-presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Magalhães, que renunciou à presidência do conselho na quinta-feira (1º) alegando interferências do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no banco, afirmou que o “conjunto da obra” o fez tomar essa decisão e que a interferência do governo federal na instituição “passou do limite”.

Ele disse que os motivos estão na carta de renúncia divulgada e explicou que, mesmo o Banco do Brasil tendo como acionista majoritario o governo federal, a lei das Sociedades Anônimas e a lei das Estatais não permitem interferências políticas.

Para Magalhães, como o Banco do Brasil é uma sociedade anônima, o controlador não pode interferir na governança usando objetivos próprios, de forma que possa prejudicar os acionistas minoritários.

A saída de Hélio Magalhães acontece após quinze dias do pedido de demissão do presidente do BB, André Brandão. Após apenas seis meses no banco, Brandão deixou o cargo pressionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

André Brandão entrou em conflito com o Palácio do Planalto após anunciar um plano de reorganização que economizaria R$ 2,7 bilhões até 2025, mas fecharia 112 agências e abriria um processo de demissão voluntária para até 5 mil funcionários. Com a oposição da União, o Banco do Brasil desistiu da medida, que foi adotada nos últimos meses pelos seus concorrentes privados.

André Brandão foi o segundo presidente consecutivo a deixar o Banco do Brasil em meio a situação conflituosa. Ele chegou setembro para substituir Rubem Novaes, executivo próximo ao ministro da Economia Paulo Guedes que pediu demissão afirmando não ter se adaptado “à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília”.

Na carta divulgada na quinta-feira (1º), Hélio Magalhães criticou ainda a escolha do sucessor de Brandão, o executivo Fausto Ribeiro. Magalhães registrou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que Ribeiro não contou com o aval do conselho do BB para presidir o banco.

Publicidade
Publicidade