A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) deu início à execução da Operação Mulheres 2026, uma mobilização nacional de enfrentamento direto à violência contra a mulher. Entre os dias 19 de fevereiro e 5 de março, as Polícias Civil, Militar, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMSE) e a Coordenadoria Geral de Perícias (COGERP) unem esforços em uma força-tarefa que antecede as celebrações do Dia Internacional da Mulher. As informações estão sendo divulgadas nesta terça-feira, 24.
Coordenadora estadual da operação, a delegada Nalile Castro explicou que a iniciativa é fomentada pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, com adesão da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe. “A Operação Mulheres é fomentada pelo Ministério da Justiça e também pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e, mais uma vez, a Secretaria Estadual de Segurança Pública aderiu a essa operação, quando os seus órgãos — Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e perícia criminal — incrementarão suas ações já rotineiras durante esse recorte temporal”, destacou.
Cada instituição atua dentro de eixos específicos — preventivo, repressivo, de conscientização e técnico-científico — com foco na redução dos casos de feminicídio e de outras formas de violência de gênero. No âmbito da Polícia Civil, foram estruturadas forças-tarefa em unidades estratégicas.
Repressão e acolhimento digital
A Polícia Civil concentra seus esforços no eixo judiciário. Unidades especializadas foram reforçadas para acelerar inquéritos e garantir que agressores sejam retirados de circulação. A tecnologia também é aliada: o Projeto Poly (Delegacia Virtual da Mulher) tem sido fundamental para alcançar vítimas que não conseguem sair de casa.
“Montamos forças-tarefas em delegacias cruciais, como as de Aracaju, Estância, Maruim e Itabaiana, com o foco claro de cumprir mandados de prisão em aberto e reforçamos o nosso canal virtual, onde a mulher pode solicitar uma medida protetiva sem sair do ambiente onde sofre a violência, com validação e encaminhamento imediato ao Poder Judiciário.”, explica a delegada Nalile Castro, coordenadora operacional da Polícia Civil.
Policiamento focado em áreas sensíveis
A Polícia Militar atua na linha de frente com o reforço da Ronda Maria da Penha e o policiamento ostensivo. Municípios como Nossa Senhora do Socorro receberam atenção especial devido à mancha criminal da região, contando com efetivo treinado para lidar com ocorrências de gênero.
“Estamos com um policiamento exclusivo e capacitado em Socorro, com 18 militares focados no atendimento acolhedor e firme”, destaca a Tenente Vitória Silva. “Esse trabalho preventivo já é uma política permanente na corporação. No ano passado, atingimos 11 mil pessoas com ações preventivas em 35 municípios, capacitando 500 militares para garantir que a mulher tenha apoio real ao romper o ciclo de abusos.”
Assistência e Prova Técnica
A operação conta ainda com o apoio vital do Corpo de Bombeiros e da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp). O CBMSE atua no suporte especializado às vítimas de traumas físicos, enquanto a perícia foca na materialidade do crime para evitar a impunidade.
“Muitas vezes, somos os primeiros a chegar à cena. Nossas equipes foram treinadas para realizar o acolhimento técnico e os encaminhamentos devidos à rede de proteção, garantindo que a mulher se sinta assistida desde o primeiro momento.”, pontua a Coronel Maria Souza, subcomandante do Corpo de Bombeiros.
Pelo lado da prova técnica, a perita Leina Pina explica que a agilidade nos laudos é prioridade. “A perícia oficial entra no eixo da materialidade. Garantimos prioridade total nos exames de corpo de delito e rapidez na emissão de laudos. Também estamos coletando material biológico para o Banco de Perfis Genéticos, o que é decisivo para elucidação de crimes sexuais e feminicídios”, concluiu.
Fonte: SSP/SE





