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Retomada da Ópera do Milho demonstra valorização cultural em Sergipe

Retomada da Ópera do Milho demonstra valorização cultural em Sergipe | Foto: Igor Matias

Em meio a muitas lágrimas de recordação, risos de contentamento e olhares arregalados com as ocasilidades apresentadas dentro do espetáculo, a Ópera do Milho foi retomada após 18 anos da sua última exibição, sob olhares de velhos conhecidos e novos admiradores.

Criado em 1996, o espetáculo que conta a história de Mariazinha, jovem que engravidou do namorado, que por sua vez tinha outras namoradas, contou com a participação de 75 pessoas na noite desta quarta-feira, 31. De acordo com o diretor e ator do espetáculo, Lindolfo Amaral, o espetáculo ao todo conta com 82 pessoas entre atores, dançarinos, músicos e técnicos da organização, mas o quantitativo foi reduzido para adaptar ao espaço do Centro de Criatividade, no bairro Cirurgia.

“Começamos a selecionar elenco no finalzinho de abril, ensaiamos todos os finais de semana de maio e ontem fizemos o ensaio geral. E tudo o que vejo por aqui me faz lembrar do início, quando eu vi nascer o espetáculo, ao dirigi-lo por três anos seguidos e após a sua remontagem, em 2005, seu último ano de exibição”, admitiu Lindolfo.

Quem também tratou a noite como um momento de revisitar memórias foi Aglaé Fontes. A professora e historiadora esteve desde o surgimento da Ópera do Milho e foi lembrada durante toda a noite. A reportagem ela comentou como a volta desse espetáculo promove cultura sergipana.

“Aqui é a representação de diversos aspectos da nossa sergipanidade, esse espetáculo animou várias pessoas de Aracaju e eu só posso ficar muito emocionada em entrar nesse palco, escutar as músicas e ver tanta gente feliz, pois demonstra que a cultura está sendo valorizada. Esse é um bom momento que o Governo do Estado retomar e prestigiar a Ópera do Milho”, ressaltou Aglaé.

A movimentação dos atores, a interação com o público, o figurino, as máscaras e a trilha sonora chamaram a atenção do público, que deu boas risadas com a história do noivo perseguido pelo sogro. Até Santo Antônio, São João e São Pedro foram convocados para resolver o impasse. Na trama não faltam as comadres faladeiras, as amigas do noivo e da noiva, as viúvas intrometidas, as mães possessivas e até o magro cachorro.

No fim da apresentação, só festa com o casamento do casal e as palmas do público presente. “O que mais me chamou a atenção foi como eles conseguiram manter essa costura entre o enredo que é característico e ao mesmo tempo trouxeram toda essa parte popular e cultural que o povo de Sergipe possui, além de todas as mandingas para poder casar, apelando, inclusive, para os Santos. Eu amei e fiquei fascinada com toda o espetáculo”, admitiu a paulista, que vive em Sergipe há três anos, Camila Lopes.

Memória

Falecido no início do mês, o português Moncho Rodriguez, um dos dramaturgos da Ópera, ao lado de Cristina Cunha, foi muito lembrado durante toda a noite. “Lembro da figura dele, lembro das suas oficinas de confecção das máscaras, do seu roteiro que soube traduzir o nordeste e Sergipe. Nós o perdemos, mas o legado ficará”, afirmou Aglaé Fontes.

A aposentada Graça Menendez, que participou das primeiras oficinas de máscaras esteve no espaço e reviveu seus melhores momentos no Centro de Criatividade. “É emocionante voltar aqui e reviver a Ópera do Milho, ao subir as escadas meus olhos encheram de lágrimas, foi tudo muito emocionante”, admitiu, com os olhos marejados.

Fonte: Governo de SE
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