A 8ª Conferência Municipal de Saúde de Lagarto foi encerrada na última sexta-feira, 19, após um dia intenso de debates, trocas de experiências e construção de propostas voltadas ao fortalecimento do SUS no município. O evento, promovido pela Prefeitura Municipal de Lagarto (PML), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Conselho Municipal de Saúde (CMS), reuniu profissionais da saúde, estudantes, gestores e usuários em um processo participativo que resultou na definição de prioridades para as futuras políticas públicas de saúde.
Durante a conferência, os participantes se organizaram em grupos de trabalho para discutir os principais desafios e avanços em quatro eixos temáticos: Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano; Fortalecimento do Controle Social e da Gestão Participativa; Integralidade e Equidade no Cuidado; e Financiamento e Gestão Democrática. As propostas construídas nesses debates foram levadas à plenária para definição das prioridades e serão a base para a elaboração do Plano de Ação da Saúde no município, que orientará as políticas públicas até 2029.
O coordenador geral da conferência, Thiago Augusto, explicou que a plenária final foi o momento decisivo. “Analisamos todas as propostas construídas pelos grupos. De cada eixo, vamos definir as cinco que serão priorizadas, conforme regulamento aprovado por todos”.
A estudante de Enfermagem da UFS, Stephany Souza Alves, ressaltou a importância de espaços como esse para a formação e cidadania. “Como futura profissional da saúde, acredito que é essencial estarmos presentes nesses debates. A conferência reforça o papel da população na construção de uma saúde mais justa e acessível”.
Representando o Eixo 4, Jeany Martins, agente comunitária de saúde e presidente da Associação Astral, destacou a urgência em discutir o uso dos recursos públicos. “O financiamento é central. A gente precisa garantir que os recursos sejam aplicados com responsabilidade, ampliando atendimentos e incluindo todas as pessoas que necessitam desses cuidados, independentemente de suas especificidades. Precisamos de uma política de saúde que olhe também para as minorias, como a população LGBTQIA+, pessoas com fibromialgia e outras condições que muitas vezes são invisibilizadas”.
No Eixo 2, Fábio Henrique de Souza, estudante da UFS e presidente do Diretório Central dos Estudantes, defendeu o fortalecimento dos espaços de participação. “É preciso ampliar o Conselho Municipal de Saúde, para que mais usuários possam ter voz. A conferência é um espaço essencial para que a população contribua com o SUS que deseja”.
A superintendente do Hospital Universitário de Lagarto e professora da UFS, Sandra Aiache Menta, se emocionou ao lembrar de sua trajetória. “Participei da 8ª Conferência Nacional e estar hoje, aqui, construindo políticas públicas com tantos setores envolvidos é emocionante e necessário”.
Usuário do SUS e representante da Fazenda da Esperança, Isaque Santos Sena também declarou que “estar aqui é uma forma de exercer cidadania. Estamos colaborando com essa dinâmica de construção coletiva, ajudando a pensar em formas de melhorar o SUS, que é um programa que alcança e impacta tanta gente”.
Para a técnica de enfermagem Alessandra Fontes, a conferência é também uma ferramenta de conscientização. “O SUS é um direito. Estar aqui é aprender para poder orientar outras pessoas sobre o que nos pertence, quais são nossos direitos enquanto cidadãos”.
Fonte: Prefeitura de Lagarto




