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“Em Lagarto, o racismo é disfarçado de boa ação”, diz selecionada pela ONU

Elissandra é formada em Letras Inglês pela UFS, servidora pública e estudante de diplomacia

No último domingo, 25 de julho, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Para elas, no entanto, não era dia de festa, mas de luta, já que as mulheres negras recebem apenas 36,5% do que os homens brancos recebem e 56,9% do que as mulheres brancas recebem. Dados do Ipea ainda apontam que mesmo tendo mais anos de estudo, as mulheres negras têm o dobro da taxa de desemprego registrada pelos homens negros.

Elissandra é formada em Letras Inglês pela UFS, servidora pública e estudante de diplomacia

Diante desta situação, o Portal Lagartense entrevistou a lagartense Elissandra do Nascimento Santana, que em 2019 foi selecionada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para integrar uma missão humanitária em prol do combate ao racismo e ao trabalho escravo. Na oportunidade, ela corroborou com os dados acima e destacou que os desafios inerentes à mulher negra são enormes.

“Os desafios são enormes, pois além do racismo, existe o machismo que também é um grande desafio. O enfrentamento desses desafios se dá através da imposição das mulheres cada vez mais ocupando cargos que antigamente só as mulheres brancas ocupavam. Hoje, o mercado de trabalho é para quem é competente independente da sua raça, credo ou religião”, observou.

Elissandra também comentou que embora alguns avanços tenham sido conquistados ao longo dos últimos anos, por meio de leis que concederam algum tipo de reconhecimento as mulheres negras e regulamentaram o combate ao racismo, atualmente, elas precisam ser reconhecidas pela sua competência. “Precisamos fazer valer os nossos direitos”, reforçou.

Questionada sobre a situação da mulher negra em uma cidade como Lagarto, Elissandra respondeu: “Lagarto não é diferente, e aqui, assim como em outros lugares, o racismo é disfarçado de boa ação. Mas estamos ocupando o nosso espaço, mostrando nossa competência, e denunciando todo e qualquer tipo de racismo, pois não devemos aceitar determinadas situações, achando normal ou fazendo de conta que é normal. Racismo não é normal, é crime, até porque respeito não tem cor, tem consciência”.

 

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