PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page

PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
Publicidade

Kaká diz que Neymar foi melhor do mundo “em vários momentos” e aposta em Vini Jr para Bola de Ouro

img_6132-1.jpg

O dia era 17 de dezembro de 2007. Um dia antes, o Milan havia derrotado o Boca Juniors na final do Mundial de Clubes, em um domingo, em Yokohama, no Japão, com show de Kaká. Na segunda-feira, o meia brasileiro se tornava o quinto e último nascido no Brasil a ser eleito o melhor jogador de futebol entre homens no mundo, desbancando Cristiano Ronaldo e Messi. 

Desde então, o Brasil não tem um representante no topo da maior premiação individual do futebol masculino. Com a autoridade de ter sido o último nomeado, em entrevista exclusiva ao ge, Kaká avaliou que o prêmio atualmente coroa grandes conquistas coletivas — o que impediu Neymar de ter vencido a premiação, segundo ele, e o que aponta para Vini Jr como favorito em 2024. 

— Hoje esse prêmio individual acabou sendo vinculado ao prêmio coletivo. Eu fico muito feliz com isso, porque o futebol realmente é um esporte coletivo e ninguém conquista nada sozinho. São raros os nomes que a gente vê de alguém que conquistou a Bola de Ouro sem ter sido o grande protagonista de uma conquista coletiva. Agora, quem me vem à mente é o Ronaldo, que conquistou uma Copa UEFA com a Inter e foi o melhor jogador do mundo. Mas o Ronaldo também transcende, é um dos raros nomes que consegue transcender essa conquista coletiva. 

— Acredito que o Neymar só não foi escolhido o melhor jogador do mundo por não ter sido esse protagonista numa conquista coletiva. Mesmo tendo sido muito importante naquela do Barcelona na Champions League, o Messi acabou se sobressaindo como protagonista. Se o PSG tivesse vencido a final da Champions contra o Bayern de Munique, provavelmente o Ney tinha sido escolhido naquele ano o melhor jogador do mundo.

Campeão do mundo com o Brasil em 2002, Kaká avaliou que Neymar, maior nome do futebol brasileiro no período recente, foi o melhor do mundo em “vários momentos da carreira”. Para o ex-jogador, não é verdade que o Brasil carece de grandes talentos porque não tem um vencedor de Bola de Ouro há muito tempo. 

— Na minha opinião, ele (Neymar) performou como melhor jogador do mundo em vários momentos da carreira dele. Eu não acho que o Brasil está ausente dessa conquista por essa questão. Essa é a ausência do Brasil, e não por uma ausência de talento. Acho que temos vários talentos muito promissores. 

E é nessa nova geração de talentos brasileiros que Kaká aposta sair o vencedor da Bola de Ouro de 2024: Vinicius Júnior.

— Agora o Vini vem nessa pegada. Ele foi o grande protagonista de uma conquista coletiva esse ano, que a do Real Madrid na Champions League. Assim, ele se torna o grande favorito, e a gente, claro, fica aqui na torcida para que isso aconteça. Acredito que o Vini hoje é o grande favorito a essa conquista. Espero que ninguém aí na Eurocopa roube esse protagonismo dele, no cenário mundial (risos) — brincou Kaká, que completou:

— Mas acredito que pode ser ele, né? Pode pintar um brasileiro esse ano. E eu ficaria realmente muito, muito feliz com um brasileiro voltando a ser melhor jogador do mundo, no caso da Bola de Ouro, e no The Best, como o melhor jogador do mundo. Fica a nossa torcida. 

Vini Jr. beija taça da Champions League após vitória do Real Madrid contra o Borussia Dortmund — Foto: Carl Recine/Reuters

Vini Jr. beija taça da Champions League após vitória do Real Madrid contra o Borussia Dortmund — Foto: Carl Recine/Reuters 

Futebol nos EUA e Orlando City x Inter Miami de Messi e Beckham

Kaká foi um dos primeiros jogadores consagrados a rumar à MLS, liga de futebol dos Estados Unidos. Em 2014, depois de sair do Milan, onde conquistou tudo na carreira, o meia assinou com o Orlando City. Antes, foi emprestado até o fim da temporada ao São Paulo, lugar onde começou no futebol.

Nos Estados Unidos, foi e ainda é o rosto do Orlando City, do estado da Flórida, onde será homenageado no domingo, inaugurando o “Terraço das Lendas” do clube. Em uma cerimônia que terá show da banda brasileira Jota Quest, a idolatria do ex-craque na terra do Mickey será celebrada. 

Kaká comemora gol do Orlando City — Foto: Tiwtter oficial do Orlando City

Kaká comemora gol do Orlando City

— Orlando tem uma importância muito grande na minha vida profissional e na minha vida pessoal. Quando eu decidi vir jogar nos Estados Unidos, eu queria participar desse momento de crescimento da liga. São nove anos atrás, já faz bastante tempo, mas queria naquele momento estar participando. Sabia que a liga estava nesse momento de semear e que outros iriam colher. Mas eu queria participar daquele momento. Hoje a gente vê o tamanho que é a MLS — disse Kaká.

Se Kaká foi por muito tempo o grande nome da MLS, defendendo as cores do Orlando City, hoje o astro da liga é Lionel Messi. O craque argentino defende as cores do Inter Miami, que pela proximidade com Orlando, já criou o “clássico da Flórida”. 

— A presença do Messi aqui eu acho que é importantíssima para a liga, o crescimento do futebol no país. Foi para um rival. É claro, eu gostaria que ele tivesse vindo para Orlando, mas de certa forma cria essa rivalidade boa no futebol. Miami é a cidade mais próxima onde tem o clube do Orlando. Então, criar um pouco dessa rivalidade da Flórida entre Miami e Orlando, eu acho super saudável. 

Kaká entrega Bola de Ouro de 2015 para Messi — Foto: Getty Images

Kaká entrega Bola de Ouro de 2015 para Messi — Foto: Getty Images 

E o rival ainda tem como dono David Beckham, ex-jogador inglês e amigo de Kaká. O brasileiro disse que brinca com ele sobre a rivalidade das duas equipes, e que a presença do Inter Miami motiva ainda mais o Orlando City a crescer na MLS. 

— A gente conversa bastante. Teve um dia que eu não estava em Orlando, mas eles vieram, e ele veio assistir ao jogo. Aí eu brinquei com ele, dele estar no estádio, na minha casa. Brincamos sobre essa rivalidade, claro, de forma muito saudável e como eu falei, sempre visando o crescimento, a competição. Estou muito feliz com aquilo que o David (Beckham) fez e tem feito lá com o Miami. Isso já provocou aqui em Orlando essa rivalidade saudável de que nós também queremos seguir crescendo — disse. 

Atualmente, Kaká prefere trabalhar com o futebol sem estar diretamente ligado a um clube ou uma federação, por isso, recusou convites da CBF e de “amigos que compraram times”, sem revelar os nomes. O ex-jogador tem se especializado em marketing e gestão esportiva para um dia, quem sabe, estar ligado ao futebol de forma mais direta. Enquanto isso não acontece, curte a família.

Veja outros trechos da entrevista

O que tem feito no pós-carreira? 

— Fiz um curso de gestão esportiva em Harvard, aqui nos Estados Unidos, fiz o curso de gestão da UEFA, fiz um curso de gestão esportiva da FIFA. Tudo isso para aperfeiçoar um pouco mais essa parte teórica, de gestão realmente do esporte, entender um pouco mais dessa indústria para depois decidir um pouco mais a área que eu gostaria de atuar. Hoje eu dedico muito tempo à minha família. É uma escolha minha de dedicar um tempo aos meus filhos, hoje são quatro, com esposa. Então, gosto de ter esse período com eles, curtir o dia a dia, curtir férias.

— Curtir esse momento com a família e também consigo fazer muita coisa orbitando no futebol, não diretamente, mas no entorno, seja com os clubes onde eu joguei, seja com confederações e associações, FIFA, UEFA, CBF, Conmebol. Então consigo estar sempre em volta do futebol, fazendo eventos de esportes, marketing e tudo mais. 

— Acredito que um dia vou querer voltar para o meio do futebol mais diretamente. Não vai ser hoje, mas acredito que num futuro aí isso pode acontecer.

Você recebeu convite da CBF para ser dirigente?

— Recebi. Recebi esse convite da CBF, fiquei muito feliz. Recebi outros convites também, de clubes onde eu joguei, de outros clubes, de amigos que adquiriram clubes, enfim, acabei recebendo algumas propostas de trabalho nesse período. E as minhas respostas para todos eles, se você perguntar para todos, sempre foram as mesmas. Olha, muito obrigado, mas nesse momento, eu quero dedicar um tempo à minha família, a estar perto dos meus filhos e da minha esposa. E consigo estar no meio do futebol, sem estar diretamente ligado a um clube ou uma associação. Então, para todos eles, a resposta foi a mesma, porque realmente aquilo que eu gostaria, queria e quero nesse momento. Mais para a frente, como eu falei, quem sabe fazer uma decisão de voltar para o dia a dia do futebol. 

Ronaldo te fez um convite?

— Tiveram alguns aí, não vou entrar em quem foi. Não só amigos, mas grupos que acabaram adquirindo clubes. E aí eu acabei recebendo alguns convites para estar participando de alguns desses projetos. Mas a minha decisão sempre foi nessa linha, de continuar tendo um tempo mais frequente com minha esposa e com os meus filhos. 

Tem acompanhado a Copa América?

— Eu acompanhei os dois primeiros jogos da Copa América. Contra a Colômbia, eu não consegui assistir. Vi só os melhores momentos. Primeiro jogo contra a Costa Rica acho que o Brasil criou, dominou o jogo e não conseguiu fazer o gol. Dentro de um contexto de domínio de jogo, de conseguir criar as oportunidades e tudo o Brasil conseguiu. Acho que ficou faltando a vitória com os gols. No segundo jogo, foi uma vitória bem contundente, com o Vinícius sendo o grande protagonista, fazendo um jogo incrível, com umas pequenas alterações táticas também ali do Dorival. 

— O Brasil pode sim melhorar, mas que temos grandes nomes e potencial para chegar numa final e ser campeão. Dessa Copa América sei também das dificuldades, que é um início de trabalho. As dificuldades que o professor Dorival, sua equipe aí estão estão enfrentando. De você montar o time, de você conhecer os jogadores, de você encaixar as peças, de você arrumar o melhor esquema. 

Torcida
— Da minha parte, fica a torcida e as orações para que o Brasil possa já conquistar um título. Com essa nova comissão técnica, com esses jogadores que são tão promissores, já grandes nomes no cenário mundial do futebol, que já conquistaram tantas coisas com os seus clubes, que eles possam conquistar também com a com a seleção brasileira. Então estou aqui na torcida e na expectativa para que essa Copa América já seja uma grande alegria para nós, já direcionando a nossa Seleção para uma ótima Copa do Mundo em 2026 também.

Fonte: Globo Esporte

Publicidade
Publicidade