O presidente da Petrobras, Pedro Parente, concedeu prazo de 120 dias para que os governos de Sergipe e da Bahia elaborem uma proposta tributária que viabilize a continuidade da Fábrica de Fertilizantes (FAFEN) nos dois estados.


O anúncio saiu no início da noite desta terça-feira (27), em Brasília (DF), durante reunião com o governador de Sergipe, Jackson Barreto, e o vice-governador da Bahia, João Leão.
Na reunião estavam presentes no encontro senadores, deputados federais e deputados estaduais por Sergipe, além de empresários. O prazo de 120 dias começa a partir do dia 30 de junho.
Fafen
O governador foi informado do fechamento da Fafen no dia 19 de março, após telefonema do presidente da Petrobras, Pedro Parente. A fábrica de Sergipe entrou em operação em 1982 e marcou um novo ciclo do desenvolvimento no estado, com a construção da adutora do Rio São Francisco, a ampliação da rede de energia elétrica, a revitalização da ferrovia que liga Sergipe à Bahia e ainda com a instalação do Terminal Portuário Ignácio Barbosa, em Barra dos Coqueiros, a 36 quilômetros de Aracaju.
Ocupando uma área de 1 Km², a fábrica produz amônia, ureia fertilizante, ureia pecuária, ureia industrial, ácido nítrico, hidrogênio e gás carbônico.Desde 2014, a Fafen-SE conta com uma planta de produção de sulfato de amônio com capacidade para produzir até 303 mil toneladas/ano, o que equivale a 80% da importação da região Nordeste em 2014. O sulfato de amônio contém nitrogênio na composição e também é excelente fonte de enxofre, muito utilizado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e algodão.
Fonte G1Se





