Nos últimos anos, os EUA lideraram a corrida global pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA), com altos investimentos públicos e privados. Em 2023, o país lançou 61 dos principais modelos de IA, enquanto a União Europeia apresentou 21 e a China, 15. O Brasil ficou na 34ª posição entre 36 países analisados.
A China e outras nações asiáticas têm investido fortemente em IA, impulsionando o número de patentes registradas globalmente. Em 2023, os custos de treinamento de modelos avançados atingiram níveis recordes, com um investimento total de US$ 25,2 bilhões. Empresas como Google e OpenAI gastaram centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de modelos como Gemini Ultra e GPT-4.
No entanto, essa estrutura foi abalada em janeiro de 2024, quando a startup chinesa DeepSeek lançou o chatbot DeepSeek R1. Com um custo de desenvolvimento muito inferior (cerca de US$ 6 milhões) e código aberto, o modelo conseguiu oferecer resultados comparáveis ou superiores aos de assistentes pagos. Seu lançamento causou impacto no Vale do Silício, derrubando ações de grandes empresas de tecnologia.
Especialistas apontam que a inovação da DeepSeek pode redefinir a corrida pela IA, reduzindo a necessidade de grandes investimentos em hardware avançado. Além disso, o acesso ao código-fonte pode acelerar o desenvolvimento de novos modelos. O sucesso da DeepSeek deve gerar reações das big techs, que podem buscar reduzir custos e democratizar ainda mais o setor.
Com informações da Agência Brasil





