O Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (Cremese) e a Prefeitura de Lagarto se manifestaram oficialmente sobre a denúncia de tentativa de estupro sofrida por uma médica no último dia 9 de setembro, durante o exercício da profissão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Almeida, no Povoado Colônia 13.
Em nota, o Cremese classificou o episódio como uma grave violação à integridade física, sexual e psicológica da profissional, além de uma afronta à dignidade da categoria médica. O órgão também criticou a postura da gestão da unidade, que, segundo a denúncia, desencorajou a vítima a registrar boletim de ocorrência e, posteriormente, a demitiu após a formalização da denúncia.
Já a Prefeitura de Lagarto declarou solidariedade à médica e assegurou que ela terá acesso a suporte jurídico, psicológico e administrativo. A gestão informou ainda que instaurou procedimento interno para apurar o caso e prometeu adotar medidas legais e disciplinares em caso de omissão ou falha administrativa.
Segundo a nota da prefeitura, “situações como a relatada ferem não apenas a dignidade da vítima, mas também o compromisso coletivo com uma sociedade mais justa e segura”. O município disse ainda que seguirá acompanhando as investigações e reafirmou políticas de enfrentamento à violência contra a mulher, como a sala Patrulha Maria da Penha.
NOTA
“A Prefeitura de Lagarto tomou conhecimento, por meio da nota pública emitida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (CRM/SE), da denúncia de tentativa de violência contra uma médica durante o exercício de suas funções em uma unidade de saúde do município.
Manifestamos, em primeiro lugar, nossa solidariedade e profundo respeito à profissional mencionada, reafirmando que qualquer forma de violência contra a mulher é inaceitável e merece total repúdio. A gestão municipal garante que a médica será acolhida e terá acesso a todo o suporte jurídico, psicológico e administrativo necessário, de modo a resguardar seus direitos e oferecer o cuidado que o momento exige.
Foi determinada a imediata abertura de procedimento interno para apurar, com rigor e transparência, todas as circunstâncias da denúncia. Caso seja constatada qualquer forma de omissão ou falha administrativa, as medidas legais e disciplinares cabíveis serão adotadas sem hesitação.
Situações como a relatada ferem não apenas a dignidade da vítima, mas também o compromisso coletivo com uma sociedade mais justa e segura.
A Prefeitura de Lagarto acompanhará de perto o andamento das investigações com seriedade, responsabilidade e sensibilidade diante da gravidade do tema. A gestão municipal reafirma seu trabalho de combate à violência contra a mulher com ações e políticas públicas em defesa da mulher, a exemplo da sala Patrulha Maria da Penha, um espaço de escuta, proteção e acompanhamento das vítimas de violência.”




