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Marchantes protestam contra fechamento de matadouro em Itabaiana .
Marchantes da cidade de Itabaiana (SE), no Agreste do estado, protestaram nesta quinta-feira (8) por conta do fechamento do matadouro da cidade.
Segundo um dos marchantes, eles realizaram o ato em frente ao matadouro e em frente à Câmara Municipal de Vereadores para tentar buscar uma maneira para que o local fosse reaberto e eles pudessem voltar a abater os animais. Ainda segundo ele, na manhã desta quarta-feira ele foram recebidos pelo procurador da cidade que disse que vais buscar uma solução junto à Justiça e administração municipal para que o matadouro volte a funcionar.
De acordo com o sub-procurador do municípios, Lucas Cardinali, não existe uma determinação formal para o fechamento do matadouro, o que aconteceu foi que quem cuidava do matadouro, desde as questões higiênicas até a do recolhimento das taxas de abate, foi preso em uma operação policial e ainda não há uma nomeação por parte da prefeitura de quem vai ser responsável por esta tarefa. Além disso, a decisão, a qual a administração municipal ainda não teve acesso, investiga possíveis práticas ilícitas no matadouro e antes de dar continuidade aos serviços executados é preciso saber da Polícia quais são as práticas que eles querem que sejam corrigidas para que a continuidade da oferta do serviço não configure a continuidade da prática delituosa.
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Marchantes protestam contra fechamento de matadouro em Itabaiana .
Investigação
O prefeito de Itabaiana (SE), Valmir de Francisquinho (PR), o secretário de Agricultura do município e mais três pessoas foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (7) em uma operação policial.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a operação investiga um desvio de quase R$ 2 milhões nos anos de 2015, 2016 e 2017 da Prefeitura Municipal de Itabaiana em decorrência de desvios de taxas recolhidas no matadouro da cidade.
Segundo os investigadores do Deotap, entre os anos de 2015 a 2017 foram abatidos, por ano, entre 2.500 a 3.900 animais, recolhendo entre R$ 24 mil a R$ 39 mil. A investigação mostra que era cobrada aos boiadeiros a taxa de R$ 50 sem observar as formalidades legais, mas na prática apenas R$ 10 eram recolhidos para os cofres municipais. O valor recolhido envolve também o recolhimento dos resíduos dos animais.
Além disso, foram identificados excesso de cobrança indevida de tributos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e crime de licitação, todos comprovados no andamento do inquérito policial.
Em junho deste ano, o Deotap também cumpriu um mandado de busca e apreensão no Matadouro Municipal de Itabaiana, que pertence à Secretaria Municipal de Agricultura do município.
O prefeito e o secretário foram encaminhados ao Presídio Militar do Estado de Sergipe (Presmil). Já os três presos foram levados para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf).
O advogado do prefeito, Evânio Moura, informou que o gestor municipal está colaborando com as investigações e alegou não ter cometido nenhum crime.





