Itabaiana e Lagarto são exemplos de que matadouros públicos incomodam muita gente
Com a soltura de Valmir de Francisquinho (PR), prefeito de Itabaiana, ainda que não inteiramente, a situação começa a se normalizar na cidade. Mas com o pedido de afastamento do prefeito Valmir Monteiro (PSC), feito pela Justiça, o problema se transfere para outro município, Lagarto. E ainda que sejam situações distintas, causa questionamentos infindos essa sanha sobre a questão dos matadouros públicos sergipanos. Em relação aos prefeitos das maiores cidades interioranas, parece que Ministério Público e Justiça mandam um recado: “ei, você aí, prefeito, se sua cidade tem matadouro público, feche logo, viu?” Não há explicação para Valmir de Itabaiana ter sido mantido preso mesmo após a finalização do inquérito, assim como não há lógica que permita entender o porquê do prefeito Valmir de Lagarto ser afastado sob acusação de problemas oriundos de um matadouro que está… fechado! Considerando com toda boa vontade a postura de membros do MP e da Justiça, é, no mínimo, prejudicial para o povo que prefeitos (no caso dos “Valmirs”, os dois mais bem avaliados de Sergipe) sejam atacados e retirados a força (da lei) de suas funções, que a estrutura de abate de animais seja aniquilada e que nada disso resulte em melhorias para o conjunto da população. Sobra a impressão de que a perseguição aos prefeitos tem dois viéses: o político e o econômico.
Exemplo 1
Na seara política: na sessão da última quinta, 22, na Câmara de Lagarto, o vereador Clayton Moore (PPS) comemorava o fechamento do matadouro por ser adversário político do prefeito Valmir Monteiro. Vacilo dele, pois como ficam os trabalhadores do matadouro e o conjunto da população que consome proteína animal?
Exemplo 2
Na seara econômica: além do Nutrial, com suas duas décadas de existência, Sergipe dispõe de apenas mais um abatedouro privado, mais novo, localizado no Rio das Pedras, em Itabaiana. E se todos os abates se concentrarem apenas nestes, o preço do abate e, consequentemente, da carne se dará pela livre concorrência ou será imposto pelos proprietários?


Fonte: Anderson Christian de Souza





