Durante a segunda fase da Operação Metástase nesta quarta-feira (19), o Ministério Público de Sergipe identificou saques que teriam sido feitos de forma irregular por ex-gestores do Hospital de Cirurgia, em Aracaju.
Com o cumprimento de seis ordens judiciais de busca e apreensão equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP colheu documentos e informações que comprovam a retirada de altos valores por parte do ex-diretor do Cirurgia, o médico Gilberto Santos; do gestor afastado Milton Santana, da esposa dele e do filho.
O MP ofereceu denúncias contra os investigados. Segundo o promotor e diretor do Gaeco, Bruno Melo, os ex-gestores retiravam valores do caixa do hospital como se fosse adiantamento dos salários, porém, sem que os valores fossem descontados dos seus contracheques.
“Existiam voucher de adiantamento de valores. Eles simplesmente iam ao caixa do hospital e diziam para tirar tal valor, e retiravam R$ 10 mil, dois dias depois R$ 15 mil, existiam até o fato de tirar R$ 30 mil, R$ 35 mil mensais. A esposa de Milton Santana sacou R$ 5.500 mil em duas oportunidades sem sequer ser servidora ou funcionária do hospital”, explicou Bruno Melo.
Ao todo, teriam sido sacados mais de R$ 700 mil dos cofres, lesando o patrimônio do Cirurgia. Gilberto Santos é acusado de retirar mais de R$ 500 mil; já Milton e família cerca de R$ 250 mil.
O MP ainda não sabe o prejuízo causado aos cofres do Hospital Cirurgia, que está sob intervenção judicial após o afastamento de toda a diretoria administrativa e financeira. O MP apura se houve lavagem de dinheiro e superfaturamento de medicamentos e produtos hospitalares, em contratos celebrados pela Fundação de Beneficência Hospital Cirurgia desde 2012.





