
Uma eventual intervenção militar brasileira na Venezuela é reprovada por 70,7% dos brasileiros. É o que mostra um levantamento feito pelo Paraná Pesquisas. Do outro lado, 23,6% afirmam que apoiariam a iniciativa. Outros 5,7% não souberam ou não responderam.
A rejeição a uma investida brasileira no país vizinho é maior entre as mulheres (74,2%), pessoas com menos escolaridade (73,3%) e moradores da região Sudeste (72,5%).
A pesquisa ouviu 2.452 pessoas, em todas as unidades da federação, entre os dias 14 e 18 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Historicamente, o Brasil tem uma política externa de não interferência em questões de outros países. O Itamaraty sempre defende o diálogo como solução para crises.
No entanto, declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro geraram dúvidas sobre como o novo governo estaria disposto a agir em relação ao regime de Nicolás Maduro.
O presidente chegou a escrever Twitter no fim do mês passado que “a situação da Venezuela preocupa a todos. Qualquer hipótese será decidida EXCLUSIVAMENTE pelo Presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional”.
Logo em seguida, a declaração foi rebatida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
“Em relação ao tuíte do presidente Jair Bolsonaro sobre a situação da Venezuela, é importante lembrar que os artigos. 49, II c/c art. 84, XIX; c/c art. 137, II da Constituição Federal precisam ser respeitados.”
O trecho citado por Maia afirma que define que é de competência exclusiva do Congresso Nacional “autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar”.





