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Marcão, do Sergipe, desabafa: “Jogadores passaram fome”

Marcão foi importante para garantir que a defesa do Sergipe não fosse vazada — Foto: Divulgação/CSS

O Sergipe empatou em 0 a 0 com o Cuiabá, nesta terça-feira, pela Copa do Brasil, e acabou sendo eliminado da competição. O goleiro Marcão foi um dos personagens da partida dentro de campo e também após o apito final.

Marcão foi importante para garantir que a defesa do Sergipe não fosse vazada (Foto: Divulgação/CSS)

Na saída do gramado, o jogador fez um forte desabafo ao repórter Guilherme Fraga na transmissão do SporTV. Marcão lamentou as mortes em decorrência da Covid-19 no Brasil, mas foi enfático ao se posicionar contra a paralisação do futebol no país. Ele também comentou as declarações do técnico Lisca, do América-MG, que pediu recentemente a interrupção da Copa do Brasil.

“É muito delicado falar isso. Quem tem um salário alto, está na primeira ou segunda divisão e recebe em dia é muito fácil falar para parar o campeonato. A gente que joga uma Série D, tiveram jogadores que no ano passado passaram fome, famílias que passaram fome, se não fosse a ajuda de outras pessoas. Eu sei que é uma situação delicada para o país, lamento pelas mortes que estão acontecendo. A gente torce para que a vacina chegue logo, que possa liberar o público no estádio, mas eu não concordo com a paralisação do campeonato em si”.

O goleiro colorado ressaltou que além dos jogadores outros funcionários dos clubes passaram por necessidades e problemas financeiros.

“Tem muito jogador de time pequeno que precisa muito disso aqui. E não só jogador não, tem muita gente envolvida no futebol, que são os funcionários do clube, roupeiros, massagistas, que ganham pouco e precisam disso. Ano passado a gente passou por uma situação de quatro meses sem receber salário. Quem está em time grande ganha R$ 100, R$ 150 mil e consegue manter isso tranquilo, mas e nós? Nós que ganhamos aqui pouco mais que um salário mínimo sofremos muito mesmo”, refletiu.

“É uma situação delicada no país, e a gente só torce e ora para que isso acabe logo. Uns vão defender, outros não vão, mas só quem está vivendo a situação em si sabe a situação que a gente passa”, comentou.

O Brasil registrou novo recorde com 2.798 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou na última terça-feira, 16, 282.400 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 1.976, também um novo recorde.

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