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PF abre inquérito para investigar o filho mais novo de Bolsonaro

Jair Renan é o filho mais novo do presidente Bolsonaro

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar Jair Renan Bolsonaro, o filho mais novo do presidente.

Jair Renan é o filho mais novo do presidente Bolsonaro

O inquérito foi aberto a pedido do Ministério Público Federal após uma denúncia de possível tráfico de influência e lavagem de dinheiro contra Renan Bolsonaro, feita por parlamentares de oposição ao governo. A informação foi publicada pela “Folha de S.Paulo” e confirmada pela TV Globo.

O objetivo é investigar o filho de Bolsonaro e a suposta atuação da empresa dele junto ao governo federal. A Bolsonaro Jr Eventos e Mídia foi criada no final de 2020 e a festa de inauguração do escritório, que ocupa uma sala no estádio Mané Garrincha, em Brasília, teve cobertura de fotos e vídeos feita de graça por uma produtora que prestava serviços para o governo federal.

Nas redes sociais da empresa do filho do presidente, há fotos de duas peças de mármore que decoram o escritório. A empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, foi marcada em uma publicação. E um dos sócios da Gramazini foi à festa de inauguração da empresa de Renan. Um parceiro comercial do filho do presidente, Allan Lucena, que dividia o escritório com ele, disse que ganhou um carro elétrico da empresa Neon Motors, ligada a esse mesmo grupo empresarial – como revelou o jornal “O Globo”. Em um vídeo, Allan Lucena aparece saindo do carro que, segundo ele, foi doado pelas empresas Gramazine e Grupo WK.

Em um vídeo publicado em uma rede social de uma empresa envolvida na doação, é possível ver Renan caminhando no pátio de uma empresa de granito do grupo no Espírito Santo. Ao fundo, aparece um carro como o que foi doado ao parceiro do filho do presidente.

Segundo a denúncia, que agora será apurada pela Polícia Federal, em novembro de 2020, o filho do presidente, Renan Bolsonaro, teria atuado para que o grupo empresarial conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para falar sobre um projeto de construção de casas populares.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, as reuniões foram marcadas a pedido de um assessor especial do presidente da República, Jair Fonseca. Renan Bolsonaro e o parceiro comercial dele, Allan Lucena, participaram pessoalmente das duas reuniões no ministério ao lado de empresários – um deles da Gramazini – em novembro de 2020. Em uma delas, o ministro Rogério Marinho estava presente. Na agenda pública, só o nome do assessor da presidência aparece e não há menções ao filho do presidente ou aos empresários.

Na nota, o ministério disse que, na ocasião, técnicos do ministério esclareceram que propostas de sistemas construtivos inovadores para a construção habitacional precisam ser avaliadas e que os proponentes foram orientados quanto aos procedimentos e etapas necessárias para tal avaliação, pré-requisito para a inclusão de moradias construídas com essas técnicas em programas habitacionais do governo federal ou para financiamento com recursos do FGTS.

O ministério também informou que Renan Bolsonaro, que conhecia o projeto previamente, participou da reunião na qualidade de ouvinte.

A Polícia Federal tem, agora, 30 dias para fazer as primeiras diligências e entregar um relatório com as conclusões ao Ministério Público Federal.

A defesa de Jair Renan Bolsonaro disse que ele não marcou reunião nem ajudou a empresa Gramazini na relação com o governo federal; que Allan Lucena é um colega e personal trainer de Renan; que não existe relação societária entre os dois; e que Jair Renan Bolsonaro não ganhou carro de presente.

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