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Polícia Federal faz operações para combater fraudes ao auxílio emergencial

Polícia Federal deflagrou operação contra desmembradores do TRT no Rio na manhã desta terça-feira (2)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (16) duas operações para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar contas de beneficiários do auxílio emergencial.

Polícia Federal deflagrou operação contra desmembradores do TRT no Rio na manhã desta terça-feira (2)

Os agentes buscam identificar fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas que atuam causando prejuízos aos programas assistenciais. As operações foram deflagradas no interior do estado de São Paulo.

Em campinas, os agentes comprovaram o furto de mais de R$ 135 mil do auxílio emergencial, o que indica cerca de 225 famílias lesadas. 

Na região de Sorocaba, a PF cumpre um mandado de prisão preventiva contra um dos integrantes da organização criminosa que fraudou 170 pagamentos do auxílio emergencial durante a primeira rodada do programa em 2020, com prejuízo total confirmado de R$ 435 mil.

As investigações chegaram simultaneamente a braços diferentes da organização criminosa. Os agentes identificaram que os investigados estão entre os maiores fraudadores já detectados do auxílio emergencial.

Os envolvidos responderão pelos crimes de furto mediante fraude, estelionato, falsidade ideológica e formação de organização criminosa, cujas penas somadas podem chegar a quase 30 anos de prisão.

O objetivo das buscas da manhã desta sexta-feira (16) é recolher documentos, equipamentos e dispositivos eletrônicos utilizados pelo grupo. Além das medidas de busca e prisão preventiva, também estão sendo executados sequestros e bloqueios de contas para garantir a recomposição dos danos causados.

Lotter e Botter

Em Campinas foi deflagrada a Operação Lotter para o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão (seis em Paulínia e dois em Sumaré) e um mandado de prisão temporária (em Paulínia), expedidos pela 9ª Vara Federal em Campinas.

A organização criminosa envolve, no mínimo, oito pessoas e utilizava programas de computadores para invadir a conta dos beneficiários, transferindo o dinheiro para contas dos criminosos por meio do pagamento de boletos gerados em site de sistema de pagamentos ou por meio de transações eletrônicas.

Os agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão desde as primeiras horas desta sexta-feira (16)

Já em Sorocaba foi deflagrada a Operação Botter para o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão (três em Tatuí, um em Boituva, três em Paulínia e um em São Paulo) e um mandado de prisão preventiva contra indivíduo que fraudou 170 auxílios emergenciais durante a primeira rodada do programa em 2020, com prejuízo total confirmado de R$ 435 mil.

Segundo a PF, os nomes das duas operações decorrem do meio eletrônico utilizado pelos criminosos para fraudar as contas. Enquanto “lotter” se refere a usuários que se utilizam da internet para enganar os outros, aproveitando-se da boa-fé ou fragilidade de terceiros, “botters” são usuários que operam bots (robôs).

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