O advogado Josefhe Barreto, responsável pela defesa de um dos acusados no caso da bebê Layla Sofia, de 1 ano e 11 meses, que morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo em Areia Branca (SE), divulgou uma nota pública para esclarecer a repercussão gerada por um vídeo publicado em suas redes sociais.
Na nota, o advogado afirma que a gravação foi uma reação, ainda que mal colocada, aos ataques pessoais, ameaças e ofensas que vem recebendo desde que assumiu a defesa do acusado. Ele reforça que em nenhum momento a fala foi direcionada à vítima ou à sua família, e que jamais fez qualquer referência desrespeitosa à memória da criança, nem em juízo nem fora dele.
“Reconheço que o tom da fala possa ter soado inadequado, sobretudo em um momento de comoção pública”, escreveu. O advogado também pediu desculpas àqueles que se sentiram ofendidos e afirmou que se solidariza com os familiares da vítima.
No texto, Josefhe Barreto defende o exercício da advocacia como um direito constitucional e lembra que atuar na defesa de um acusado não significa compactuar com o crime que lhe é imputado. Ele também critica a nota de repúdio publicada pela OAB/SE, afirmando que a entidade preferiu “aderir ao julgamento público” ao invés de resguardar os princípios éticos da profissão.
“Repudio com veemência toda e qualquer tentativa de criminalizar o exercício da defesa. As prerrogativas da advocacia não pertencem ao advogado, mas ao cidadão e são a salvaguarda contra arbitrariedades e julgamentos sumários”, declarou.
Ao final da nota, o advogado afirma que seguirá cumprindo seu dever profissional com respeito à dor dos familiares e confiança na justiça.





