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Bolsonaro: não serei um presidente pato manco e refém de decisões monocráticas

Nas palavras do presidente, o valor deve ser reduzido e superior a R$ 300,00

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) criticou, nesta quinta-feira, 30, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a Polícia Federal.

Em sua liminar, o ministro levou em conta as declarações do ex-ministro da Justiça e de Segurança Pública, Sérgio Moro, que em pronunciamento, disse que o presidente admitiu que a nomeação de Ramagem serviria para ter mais informações sobre investigações e inquéritos em andamento no STF, o que acabou sendo considerado uma tentativa de interferência política nas investigações.

Em sua decisão, ministro levou em consideração “inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”.

Vale lembrar que uma operação comandada pelo STF, com participação de equipes da PF, tem indícios de envolvimento do vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, filho do presidente, em um esquema de disseminação de fake news. ​ Além disso, informações dão conta de que a PF ainda estaria investigando entre 10 a 12 deputados alinhados ao presidente. 

Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que não engoliu a decisão de Moraes e que o ministro quase gerou uma crise institucional. O presidente argumentou ainda que não faz sentido Ramagem não poder assumir o cargo na PF, mas não haver problema em permanecer na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “No meu entender, uma decisão política”, afirmou.

O presidente também criticou um dos argumentos utilizados pelo ministro em sua decisão e aproveitou para alfinetar Moraes. “Não justifica a questão da impessoalidade [um dos argumentos usados pelo ministro na sua decisão]. Como o senhor Alexandre de Moraes foi parar o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer, ou não foi?”

Na saída do Palácio do Planalto, ele deu prioridade a CNN Brasil e se negou a falar com repórteres da Folha, O Globo, O Estado de S. Paulo e portal G1.

A questão da impessoalidade foi levada em consideração pelo ministro do STF pelo fato de que Ramagem se aproximou da família Bolsonaro durante as eleições de 2018, quando se tornou comandante da segurança do, então candidato, Jair Bolsonaro, após o episódio da facada.

Em entrevista a rádio Guaíba, o presidente voltou a atacar Moraes e disse que não vai admitir ser um presidente pato manco e refém de decisões monocráticas de quem quer que seja. “Não é um recado, é uma constatação ao senhor Alexandre de Moraes”.

Bolsonaro disse ainda não temer sofrer um impeachment e que um homem que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Que venha o impeachment um dia, mas um impeachment [baseado] em fatos. E não… Um dos pedidos, ou vários pedidos têm [como justificativa] que eu não apresentei o meu exame de vírus. É um absurdo. Baseado no quê? Qual a materialidade? Não tem materialidade.”

Além disso, Bolsonaro também criticou Sérgio Moro, que para o presidente, “deixou a desejar” como ministro da Justiça e de Segurança Pública. 

“O ônus da prova cabe a quem acusa. Nenhum superintendente [da PF] foi trocado, eu sugeri duas superintendências, ele não concordou. [Moro] passou a ser o dono de tudo, e não aceitava qualquer sugestão. O ego falou mais alto a vida toda dele”, disse o presidente, ressaltando que todos reconhecem seu trabalho durante a Lava Jato como juiz, mas que como ministro, privilegiava apenas os policiais do Paraná. 

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