Quando se fala em economia, o modo mais prático de perceber seu funcionamento e como as situações de desdobram — seja dentro de um país ou mundialmente — é entender que existem diversas engrenagens que se movimentam por causa de outras e, como uma reação em cadeia, acabam também girando mais e mais peças.
Com isso, tem-se ciclos financeiros, sistemas monetários, mercados de capitais e outros processos macroeconômicos que influenciam diretamente na saúde nacional. Uma dessas peças-chave é a bolsa de valores, pois o desenvolvimento de um país só existe quando há financiamento de projetos que o façam crescer.
Em uma empresa, por exemplo, é por meio de grandes investimentos que é possível colocar propostas em prática; assim, do mesmo modo, só que em proporções ainda maiores, para que uma determinada economia progrida, é imprescindível que sejam movimentadas quantias gigantescas de dinheiro.
Existem diversas formas de arrecadar esses recursos: por meio de negociações entre países, importação e exportação, recebimento de impostos, entre outros. Ainda assim, são necessários mecanismos financeiros que auxiliem no processo de expansão — e o mercado de ações é um deles.
A bolsa de valores é um termômetro econômico
A B3 (única bolsa de valores brasileira e antiga BM&FBovespa — cujo nome foi modificado após a fusão com a CETIP), é o local onde são negociados todos os ativos das mais diversas empresas, ou seja, é lá que elas captam recursos para financiar projetos de desenvolvimento.
O processo ocorre de forma relativamente simples e muito fácil de ser entendido: como um mercado organizado, essas empresas vendem papéis com uma parcela do seu capital. Quando um investidor decide oferecer o que se pede, a negociação é feita.
No mercado secundário, isto é, nas operações em que não envolve a venda direta da empresa para um investidor, todos esses papéis também podem ser negociados, desde que o preço seja acordado entre o vendedor e o comprador.
Esse é o funcionamento do mercado de ações. Ganha-se dinheiro quando o valor de venda é superior ao de compra e o lucro só é conseguido com estratégias favoráveis ao investidor e quando o momento econômico é oportuno.
Na prática, quanto melhor vai a economia, melhores são as operações na bolsa. Isso porque os investidores não só possuem muito mais opções de ativos, mas também porque as empresas adquirem mais recursos para investirem nelas mesmas.
Como resultado dessa diversificação de opções é a confiança internacional no mercado e, claro, a atração de investidores de fora, trazendo mais liquidez e, por consequência, mais dinamicidade ao mercado de ações.
Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de uma bolsa de valores, justamente por conta da grande atividade financeira que existe vinda da quantidade de empresas que preferem negociar seus ativos no país.
Quais são os resultados de uma bolsa de valores ativa?
De maneira geral, os efeitos da dinâmica do mercado financeiro são benéficos para investidores e empresários, fazendo com que a economia gire. Esse círculo virtuoso ocorre então porque mais empresas estarão interessadas em participar ativamente na bolsa e acabarão por impulsionar a economia.
De forma indireta, com mais investimentos nas empresas, elas poderão gerar mais empregos e, com isso, mais recursos serão injetados no país, com o aquecimento do setor de bens de consumo e serviços.
A longo prazo, ainda é possível observar a solidez do mercado: com a confiança das empresas e o aumento de opções de ativos financeiros disponíveis, é natural que a concorrência fique mais acirrada e os riscos de mercado diminuam sem necessariamente influenciar nos rendimentos.
Assim, a bolsa de valores é uma excelente ferramenta estratégica não só para medir o crescimento de um país, mas, principalmente, para colher os benefícios dele. Lembre-se apenas de que é essencial primeiro conhecer o funcionamento do mercado e, aos poucos — ao adquirir experiência —, participar de forma mais ativa.





